The Walking Dead – 1×03: Tell It to the Frogs

NOTA: 8

Agora já posso afirmar que encontrei o meu substituto de Lost. Com três episódios bem acima da média não tenho do que reclamar, muito pelo contrário. É certo que The Walking Dead veio para ficar. Como acontecia com Lost, já fico ansioso pelo próximo episódio assim que termina o da semana atual.


Tell It to Frogs é um episódio fantástico, mas irregular. Ele começa e termina de maneira incrível, só que uma ou outra cena no meio não tem a mesma eficiência das outras. Como todos devem lembrar, o detestável Merle Dixon ficou abandonado à própria sorte em um prédio infestado por zumbis famintos. Não podemos esquecer que ele estava algemado em um cano e sem muitas esperanças de continuar vivo. Apesar do cara ser irritante, confesso que fiquei com um pouco de pena dele. A situação em que ele se encontra é mortalmente desesperadora e ele vai ter que pensar rápido se quiser sobreviver. Será que consegue?


Eu acreditava que o encontro de Rick com a mulher e o filho iria demorar um tempão para acontecer. Me enganei. Neste terceiro episódio Rick é levado para o acampamento onde eles estão. Mais uma vez a qualidade do ator Andrew Lincoln fica evidente. O cara é muito bom. As atitudes do personagem jamais soam falsas e a cada episódio que passa ele ganha nossa admiração.
Óbvio que ficou um clima estranho no ar, já que Lori e Shane se aproximaram bastante durante esse tempo em que Rick ficou desaparecido. Certamente que isso vai dar muito pano para manga ainda.

O ritmo e a intensidade do episódio melhoram bastante quando o irmão de Merle entra cena. Daryl Dixon é igual ao irmão em termos de agressividade e implicância. Ele logo fica sabendo sobre a situação de Merle e não fica nada satisfeito. De maneira altruista e com um sentimento de culpa Rick, Glenn e T-Dog se juntam a Daryl e retornam a cidade para tentar o resgate. Como tensão pouca é bobagem, Shane tem uma forte discussão com Lori e ele desconta toda a raiva e frustação na cara de um personagem machista e arrogante. The Walking Dead apresenta um mundo tomado pelo caos, mas além disso os personagens enfrentam seus próprios problemas e dilemas e isso faz com que as reações deles sejam potencializadas. Dá para esperar tudo de um ser-humano que se encontra no seu limite e isso ficou bem claro aqui.

Mais uma vez temos um episódio cujo final é cheio de suspense e tensão. Mesmo que seja meio manjado, não deixa de ser chocante e é impossível não ter ótimas expectativas com o que vem pela frente.

/bruno knott

The Big C 1×03 – There’s No C in Team


Cotação: 10

Cathy ainda não contou sobre sua doença para a sua família e mesmo que ela não tenha consciência, essa situação está a afetando cada vez mais.

Ela tenta se aproximar do filho propondo a ele um passeio de bicicleta, como eles faziam há alguns anos, mas obviamente, o garoto não tem interesse.

Com o irmão ela consegue conversar, mas o humor sarcástico dele não é bem o que ela precisa no momento.

Desesperada, Cathy vai até a um grupo de ajuda. Lá todos tem câncer e tentam conviver com a doença da melhor maneira possível. Para não se sentirem infelizes, eles se convencem de que o câncer possibilita algumas coisas boas, uma mudança de vida que não é necessariamente ruim, mas Cathy está longe de aceitar isso. Há um monólogo de Laura Linney neste episódio que por si só habilita a atriz a concorrer ao próximo Emmy.

Agora vocês podem estar se perguntando por que eu dei dez para o episódio e a resposta é simples.

Durante 30 minutos somos presenteados com cenas engraçadas e emotivas com o mesmo grau de qualidade.

Quando Cathy está na reunião do grupo de câncer não tem como não rir do humor negro presente em diálogos como este, proferidos com um sorriso resignado dos personagens:
– Sou melanoma estágio 4!
– Leucemia estágio 2!

Além disso, temos o cachorro Thomas se aproximando de Cathy, o que permite que Marlene seja a primeira pessoa a descobrir sobre a doença de Cathy. Desde o piloto era evidente que as duas inevitavelmente iriam se aproximar, mas a maneira como isso foi feito foi ótima.

O episódio passou voando e se os próximos tiverem essse equilíbrio perfeito entre humor e comoção poderei dizer que The Big C é um dos grandes seriados da temporada.

/bruno knott