Review: It (1927)

clara-bow-it-1927No início do filme há um letreiro com explicações para o conceito do “It”: Força magnética. Qualidade psicológica ou física capaz de conquistar qualquer um. Sex appeal. E é claro que quem possui isso é a bela atriz Clara Bow. No geral, trata-se de uma comédia romântica divertida e previsível, daquelas em que a garota pobre e o mocinho rico se apaixonam, enfrentam algum percalço e terminam juntos. Mas graças a Clara Bow o filme ganha um toque especial. Eis aqui uma estrela realmente talentosa vivendo seu melhor momento. Ela se destacou também no vencedor do Oscar Asas, mas não tanto como aqui. It pode ser encontrado facilmente no Youtube.
7/10

Crítica: Metrópolis (1927)

Considerado por muitos como o primeiro filme de ficção científica, Metrópolis nos apresenta a uma sociedade futurista repleta de arranha-céus e carros voadores, em que os mais favorecidos moram na superfície e os operários habitam as profundezas, trabalhando de maneira repetitiva e sem descanso. A situação fica insustentável quando um cientista cria uma máquina com imagem de mulher. Essa mulher-máquina vai semear a discórdia entre as classes, proporcionando o estopim de uma grande revolta.
Não é exatamente pelo roteiro que Metrópolis se destaca, mas pelo visual concebido por Fritz Lang, além dos eficientes efeitos especiais e pelas sequências de ação repletas de figurantes, cerca de 30 mil. O filme quase faliu o estúdio Universum Film, que investiu cerca de 1.300.000 no projeto, algo impensável para os padrões daquela época.
Não é um filme apenas historicamente importante, pois ainda hoje ele agrada. Metrópolis é dinâmico, dono de um entretenimento fácil de ser digerido, mesmo discutindo esse tema de luta de classes, um pouco de política e religião, mas tudo de uma maneira bem acessível. Uma palavra para definir o diretor Fritz Lang? Visionário.
8/10