The Pacific – Parte Quatro: Gloucester/Pavuvu/Banika

Não fiz o review do terceiro episódio por dos motivos: estava meio sem tempo, com provas e trabalhos na faculdade e também pelo fato do episódio não ter sido empolgante. Admito que foi um episódio relativamente importante para desenvolver os personagens, principalmente o Leckie, mas deu uma quebrada violenta em todo aquele clima pesado da guerra do pacífico.

Agora não temos do que reclamar. A quarte parte de The Pacific foi excelente. Há um equílibrio entre as cenas de batalha e as situações mais intimistas que agrada bastante.

Após os fuzileiros chegarem em Gloucester e enfrentarem uma batalha relativamente fácil, apesar do estilo japonês de combate, eles tem que tentar sobreviver aos verdadeiros perigos do lugar: o clima e a “estrutura” da região. A chuva simplesmente não pára, deixando tudo como um lamaçal impenetrável. Isso vai afetando muito os soldados em termos psicológicos. Alguns simplesmente não aguentam e tomam atitudes definitivas para se livrar de todo esse caos. O depoimento dos ex-combatentes no início deixa bem claro que aquilo afetou os soldados profundamente.

O ator James Badge Dale, que faz o Leckie, se destaca novamente. Leckie descobre que tem enurese, o que mostra como a guerra está abalando-o mentalmente.

Um ótimo episódio, que recuperou a minissérie daquela leve caída do episódio passado.

A Estrada

Título original: The Road
Ano: 2009
Diretor: John Hillcoat

O mundo como o conhecemos já não existe mais e o motivo não importa. Agora tudo não passa de cinzas, isolamento, desespero e frio. É neste mundo pós-apocalíptico que encontramos um pai (Viggo Mortensen) e um filho (Kodi Smit-McPhee) tentando sobreviver sem perder a sanidade. E a estrada para a sobrevivência está longe de ser fácil. As poucas pessoas que restam fazem parte de grupos que não hesitam em roubar, matar ou até mesmo praticar canibalismo.

John Hillcoat dá vida a este mundo morto de uma maneira marcante, sempre buscando explorar a destruição e o desolamento do que um dia foi a Terra. A química de Viggo e Kodi é impressionante e isso é essencial para fazer o filme funcionar. Percebemos como o Homem faz de tudo para salvar o Garoto e também para ensina-lo como sobreviver sozinho, caso seja necessário um dia. A ideia do Homem é ir o mais perto possível da costa marítima, mas para chegar até lá eles têm que passar por coisas grotescas. Existem cenas muito fortes ao longo de A Estrada, capazes de mexer com o público. Palmas para Hillcoat, que teve coragem de mostrar quase tudo o que está no livro de Cormac McCarthy.

Como vocês podem ver é um filme triste. Na verdade, é até depressivo. Ainda mais quando vemos rápidos flashbacks mostrando o mundo como era antes. Sabiamente, o diretor utiliza uma fotografia totalmente diferente nestes momentos, cheia de cores e vida. Estes opostos podem te sensibilizar se você não estiver preparado. Infelizmente, existem algumas falhas no filme, como o fato dele não permitir uma conexão maior com os persoangens e o o  ritmo um pouco lento, que pode desagrar a alguns. De qualquer forma, é um dos melhores filmes do gênero disponível por aí.

Nota: 8

Música da Semana: Built to Spill – Car

Buil to Spill

Ano de formação:
1992
Local: Idaho, USA
Integrantes: Doug Martsch, Scott Ploouf, Jim Roth, Brett Nelson e Brett Netson
Som: Não tenho receio em dizer que Built to Spill é uma das melhores bandas em atividade. A parte instrumental é muito bem trabalhada, principalmente nas guitarras com riffs marcantes e contagiantes. A voz de Martsch também é destaque. Ele diz que não pensa tanto nas mensagens das suas letras, o que ele quer é encontrar palavras que tenham uma sonoridade legal. É uma banda que influenciou muita gente boa por aí, por exemplo: Strokes e Modest Mouse.

Car

you get the car
I’ll get the night off
You’ll get the chance to take the world apart and figure out how it works
Don’t let me know what you find out
I need a car
You need a guide
Who needs a map
If I don’t die or worse I’m gonna need a nap
At best I’ll be asleep when you get back

I wanna see it when you find out what comets, stars, and moons are all about
I wanna see their faces turn to backs of heads and slowly get smaller
I wanna see it now

I want specifics on the general idea
I wanna think what I should know
Want you to do me what to show

I wanna see movies of my dreams
I wanna see movies of my dreams
I wanna see movies of my dreams
I wanna see movies of my dreams

I wanna see it when you get stoned on a cloudy breezy desert afternoon
I wanna see it untame itself and break its owner
I wanna see it now
I wanna see it now

/ built to spill

Sede de Sangue

Título original: Bakjwi
Ano: 2009
Diretor: Chan-wook Park

O diretor Chan-wook Park é o gênio por trás de Oldboy, um dos melhores e mais aclamados filmes da última decada. Agora, ele resolveu se arriscar em um assunto da moda: histórias de vampiro.  Ainda que ele não tenha criado uma obra do nível de Oldboy, ele trouxe um certo grau de originalidade para o gênero, fazendo de Sede de Sangue um trabalho satisfatório.

Um padre é voluntário num experimento que busca a cura de uma doença fatal. Como resultado ele consegue a própria morte. Só que esta morte dura pouco tempo e ele acorda transformado. Ele está muito mais forte, com os sentidos aguçados, com aversão a luz solar e com sede. Muita sede. Sim, o padre se transforma em um vampiro. Como todo bom vampiro ele precisa de sangue humano para sobreviver. Seu apetite sexual, antes inexistente, agora é incontrolável. Como a garota Tae-Ju está cansada do seu marido e em busca de novas aventuras, o encontro é inevitável. Obviamente, isso trará consequências.

Chan-wook Park é excelente para criar sequências criativas, sempre contando com uma fotografia extremamente bela. Some-se a isso o fato de ter sangue para todo o lado e um pouco de sexo também. É realmente um trabalho visual digno de nota. Infelizmente, o filme sofre por ter um ritmo de irregular. Chega um momento em que a história se torna chata e um tanto sem sentido, como se fosse uma mera desculpa para um requinte estético aprimorado. Além disso, Sede de Sangue quase derrapa para um lado trash, o que diminuiria sua qualidade. Ainda bem que o final, cheio de poesia e simbolismo, manteve o nível do início. Destaco também a atuação de Ok-bin Kim, que pegou uma personagem complicada, mas soube dar vida a ela de uma maneira marcante, sem ser caricatural.

Nota: 7

– BK

Noites Calmas

Título original: A Midnight Clear
Ano: 1992
Diretor: Keith Gordon

Você já ouviu falar deste filme? Provavelmente, não. Eu o assisti pela primeira vez lá pelos idos de 1995, em alguma tarde ociosa em que o que me restava era ligar na HBO e torcer para passar um filme bom. Este é ótimo.

O ano é 1944 e a Segunda Guerra Mundial está chegando ao fim. Seis soldados americanos recebem uma missão não muito ortodoxa. Eles devem ir até uma mansão que fica próxima das linhas inimigas e reportar toda e qualquer atividade suspeita nas redondezas.

Estamos próximos do Natal, portanto, é frio no hemisfério norte. A neve e o ar gelado colaboram ainda mais para a sensação de isolamento que o diretor Keith Gordon quer transmitir. São apenas 6 soldados que devem cobrir uma area imensa.

O medo e o suspense tomam conta dos personagens e de quem assiste. Na madrugada, todo barulho se transforma numa verdadeira ameaça. Será que são bichos ou são alemães se comunicando entre eles?

Noites Calmas é mais um filme com um tom anti-belicista, mas a mensagem é transmitida de uma maneira bem diferente do habitual. Talvez este seja o filme que melhor mostra como boa parte dos soldados alemães e americanos não eram tão diferentes assim. Nem todo soldado alemão era um nazista e isto fica claro aqui.

Recomendo imensamente este filme esquecido, mas admirado por um bom número de pessoas. Temos ótimas e marcantes performances de Ethan Hawke e Gary Sinise. Como curiosidade, Peter Berg, o criador de Friday Night Lights é um dos atores.

Nota: 8,5

/a midnight clear

Platoon

Título original: Platoon
Ano: 1986
Diretor: Oliver Stone

Chris Taylor (Charlie Sheen) acaba de chegar no Vietnã e em pouco tempo ele percebe o erro que cometeu quando voluntariou para o conflito. As dificuldades que ele enfrenta são imensas. Ele é alvo de desconfiança de alguns dos veteranos e qualquer erro que ele cometa pode lhe trazer grandes problemas. É como tentar andar sobre ovos sem quebra-los.

Oliver Stone coloca seus personagens e o público num ambiente opressivo. O diretor nos faz cientes de que o perigo não se deve apenas aos vietcongs escondidos em cada canto da floresta, mas também, ao próprio ambiente, repleto de florestas densas, quentes, com cobras e mosquitos transmitindo diversas doenças. Para piorar, há um conflito interno entre os sargentos Barnes e Elias, que provoca um racha no pelotão. É evidente o teor anti-belicista do filme e até mesmo, anti-americano, principalmente se levarmos em conta os diálogos de alguns personagens que não cansam de falar mal da política do seu próprio país.

As cenas de batalhas empolgam pelo seu visual que se aproxima da realidade. Não há nenhum tipo de embelezamento artificial, é algo cru e por isso, impressiona. A guerra é algo que tem potencial para tornar homens animais. E aqueles homens que já são animais? Eles utilizam a guerra para por em prática seus desejos cruéis e sanguinários, como fica evidente em uma cena chocante que ocorre numa aldeia vietnamita. Este filme contém muitas cenas fortes e perturbadoras, que mostram toda a imbecilidade que foi a guerra do Vietnam.

Nota: 8

– B.K.

Música da Semana: Yeasayer – Madder Red

Yeasayer

Ano de formação: 2006
Local: New York, USA
Integrantes: Chris Keatin, Ira Wolf Tuton e Anand Wilder
Som: No primeiro álbum, All Hour Cymbals, a banda era mais experimental do que qualquer outra coisa e no lançamento deste ano, Odd Blood, eles realizaram uma mudança considerável, deixando o som mais pop e mais acessível. A música que eu selecionei é a mais interessante deste trabalho irregular. Ela recebe notórias influências do rock New Age e tem um refrão absolutamente brilhante. Confiram.

Madder Red

Even when my luck is down
I take joy in that our love grows
But if my vices are a burden
Please don’t let me off
Cast me from your home

Because lately I’ve wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don’t ask me why

I turn away just when you want me
And I know that home is where you want me
There’s not much for me there

Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It’s getting hard to keep pretending I’m worth your time

Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It’s getting hard to keep pretending I’m worth your time

Because lately I’ve wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don’t ask me why
Please don’t ask me why
Please don’t ask me why
Please don’t ask me

/yeasayer

The Pacific – Parte Dois: Basilone

Mais um excelente episódio desta mini-série que promete muito. Achei melhor do que a estreia. Estamos desenvolvendo aquele laço afetivo tão importante com os personagens, ainda mais em uma obra que retrata uma guerra, pois o número de participantes é imenso. Se não nos importassemos com os personagens a experiência não teria o mesmo valor.

O fato de se alistar para participar uma guerra representa um sacrifício enorme e este episódio retrata atos de altruísmo dentro de uma guerra que influenciam bastante no resultado do conflito. Como exemplo, cito a cena em que Basilone não hesita em segurar um armamento pesado e extremamente quente para transporta-lo para outro lugar. As queimaduras de segundo e terceiro grau não têm importância. O que importa é ajudar os companheiros e evitar o avanço do inimigo.

Cenas de ação dificilmente me empolgam, a não ser quando são extremamente bem realizadas. É o que aconteceu aqui. Fiquei simplesmente hipnotizado com a feroz batalha travada nestas ilhas do Pacífico. O diretor David Nutter soube como transmitir o medo, a violência e a adrenalina envolvidas em algo dessa magnitude. Não custa lembrar que ele dirigiu um episódio de Band of Brothers, portanto é alguém habituado com este tipo de cena.

Então, é isso. Fiz este post apenas para incentivar quem está na dúvida se deve acompanhar a mini-série ou não. É uma excelente pedida.

Vanilla Sky

Título original: Vanilla Sky
Ano: 2001
Diretor: Cameron Crowe

É um consenso entre os cinéfilos de que Vanilla Sky é um remake desnecessário do ótimo Abre los ojos, do espanhol Alejando Amenábar. Não para mim. Cameron Crowe não fez uma simples cópia. Claro, a história é basicamente a mesma, porém Crowe faz uma abordagem bem diferente. Enquanto Amenábar cria um filme sombrio, com mais tensão psicológica e menos explicações, Crowe entope o filme de referências a cultura pop e dá um ar mais light para a história, ainda que ela seja essencialmente difícil. Aí depende do tipo de filme que te agrada mais no momento. Eu escolho o do Crowe.

Tom Cruise interpreta um verdadeiro playboy chamado David Ames. Ele mora em New York e é extramamente rico, não por habilidade própria, mas sim, por continuar o trabalho do seu falecido e distante pai. É um cara que não mantém relações profundas com as mulheres, preferindo ser adepto da amizade colorida. Uma dessas mulheres é Julie Gianni (Cameron Diaz). Para ela, David não é apenas uma relação casual. Ela é realmente apaixonada por David e insiste que fazer sexo quatro vezes durante uma noite quer dizer alguma coisa. Problemas à vista.

Essa visão distante em relação ao sexo oposto começa a mudar quando ele conhece Sofia (Penélope Cruz), que é apresentada por Brian (Jason Lee). Aquele clichê de amor a primeira vista parece funcionar aqui. Os dois passam uma noite fantástica, ambos se conhecendo de verdade, escutando músicas, bebendo vinho e fazendo caricaturas um do outro. David acredita que está diante da última garota semi-pura de Nova York.

Mas, aí… Cameron Crowe nos mostra que pequenas atitudes podem ser responsáveis por grandes mudanças e uma escolha de David vai alterar todo o seu futuro.

Estão vendo esta foto que escolhi? Ela representa um ponto de mudança no filme. A partir daí tudo acontece de uma maneira diferente. Pistas para a explicação que é dada no final estão por toda parte e fazem sentido dentro do contexto do filme. Apesar de ser um drama com romance, há este lado meio sci-fi, que necessita de um olhar mais atento do público.

Vários detalhes fazem de Vanilla Sky um ótimo filme: as músicas que Cameron Crowe sabe inserir no contexto dos filmes como ninguém. Jeff Buckley, REM, Radiohead, Sigur Ros e Beach Boys estão presentes e aumentam a qualidade do filme.

Se após a cena do elevador você pensar que perdeu o seu tempo com um monte de lixo, eu não te culpo, pois sei que é um trabalho irregular, mas se depois essa cena você ficar num estado de êxtase, seja bem vindo ao grupo dos admiradores de Vanilla Sky.

Nota: 8

– B.K.

Mestre Kurosawa

Há cem anos nascia em Toquio um dos melhores diretores de todos os tempos, Akira Kurosawa. Ele é o meu diretor preferido e Céu e Inferno está no meu top 3 de todos os tempos. Em breve vocês vão poder acompanhar um post bem completo sobre ele aqui.

– Human beings are unable to be honest with themselves about themselves. They cannot talk about themselves without embellishing.
Akira Kurosawa

Mary e Max

Título original: Mary and Max
Ano: 2009
Diretor: Adam Elliot

Será que eu preciso dizer alguma coisa? Só o fato de olhar para essas fotos faz qualquer um ter vontade de ver essa animação. O bom é que Mary e Max não é “apenas” um excelente trabalho técnico e sim uma mistura de um requinte visual invejável com uma história tocante que consegue atingir o cidadão mais coração de pedra desse mundo.

Mary é uma garota de 9 anos que vive na Austrália. Felicidade para ela é comer leite condensado e assistir seu desenho favorito ao lado de um galo de estimação. O pai é ausente e a mãe é alcoolatra. Na escola ela é perseguida. Até que um dia ela resolve mandar uma carta aleatória para um americano.

Max é obeso e sofre da síndrome de Asperger (clique aqui se você quiser saber mais… em inglês). Ele nutre uma paixão doentia por chocolate e gosta do mesmo desenho que Mary. Além disso, é solitário também. Até que um dia ele recebe uma carta vinda da… Austrália!

Acompanhamos a troca de cartas e a amizade entre os dois crescendo cada vez mais. De uma maneira ingênua eles falam sobre diversos assuntos, que nos fazem rir e nos emocionar quase que ao mesmo tempo. São coisas pequenas que fazem a diferença, como quando Max diz que não consegue chorar e Mary coleta suas próprias lágrimas e dá para o seu amigo.

Um filme esteticamente perfeito e muito rico em conteúdo. Noventa minutos de prazer cinematográfico que não tenho medo de sair recomendando por aí.

Nota: 9

Música da Semana: Wild Beasts – All The King’s Men

Wild Beasts

Ano de formação: 2004
Local: Kendal, Inglaterra
Integrantes: Hayden Thorpe (guitarra, voz), Ben Little (guitarra), Tom Fleming (baixo, voz)  e Chris Talbot (bateria, voz)
Som: Indie-rock britânico mais do que viciante. Arranjos fantásticos e a voz marcante de Hayden Thorpe criam um clima levemente sombrio. A parte instrumental empolga pela criatividade. Two Dancers foi um dos melhores álbuns de 2009 e All The King’s um dos destaques dele.

All The Kings Men

Watch me, watch me
The belle of the ball
my heart, my hand and everything I own
We are the boys with new shiny shoes
we’ve seen them all and we’ve chosen you

Now no one will find your limit
Girls from Roedean
Girls from Shipley
Girls from Hounslow
Girls from Whitby
You’re a candied queen
And let me show my darling what that means

Watch me, watch me
Whooaaaa ooooh oh

Hatch me, hatch me, a girl before
bouncing round behind the bedroom doors
And we are the boys
Who’ll drape you in jewels
Cut off your hair, and throw out your shoes

Cause baby, you won’t need them
where you’ll be girls astride me
Girls beneath me
Girls before me
Girls between me
You’re birthing machines
And let me show my darling what that means

hatch me! hatch me!
Wild Beasts Lyrics on anekatips.com

And baby, cause I’m evil
Iin all my dreams, girls who’ll clothe me
Girls who’ll feed me
Girls who want me
Girls who need me
All you pretty things waiting for somebody
Number my babies and my broken body

Download: Wild Beasts – Two Dancers