Trailer de Iron Man 2

Na próxima Sexta-Feira teremos a estreia de um dos filmes mais aguardados do ano: Homem de Ferro 2. Não é para menos, já que o primeiro Homem de Ferro chamou muito a atenção em 2008 pela sua qualidade, algo que surpreendeu muita gente.

Este segundo filme também conta com a dupla Jon Favreu na direção e Robert Downey Jr. no papel principal, escolhas imprescindíveis para pelo menos manter o nível.

Há novidades no elenco, como o renascido Mickey Rourke, a sempre bela Scarlet Johansson e o talentoso Sam Rockwell.

Julgando pelo trailer, pelo elenco e pela qualidade do primeiro filme, podemos esperar muita coisa boa aqui.

Empolgante, não?

Música da Semana: Los Campesinos – We’ve Got Your Back

Los Campesinos

Ano de formação: 2006
Local: Cardiff, País de Gales
Integrantes: Ellen, Gareth, Harriet, Neil, Ollie, Tom, Kim. Todos com o segundo nome Campesinos.

São raras as bandas  de indie-rock que utilizam vocal feminino que não seja enjoativo. Los Campesinos é um desses casos. Ellen não canta em todas as músicas, mas quando o faz, mostra que tem talento.

We’ve Got Your Back

On the dashboard assembled
Descending height order

Half a decade of Father’s Day
Gets her mother bought for, her mother passed on
Puppy eyes, nasty reaction
Doe eyes, you’re kidding yourself

I learned remedial Spanish from a toddler
Passenger’s seat of father’s taxi
Cussing in unison
Clutching the seats and distant hand writing
Filled with a sense of great disappointment
Doe eyes, you’re kidding yourself

So fucking on
So fucking forth
We’ve got your back, whatever that’s worth
If they ever told you to go (?) what would you do
I do not know
Every girl I ever kissed I was thinking of a pro footballer

Thought you should know

I’ve learned more from toilet walls
Than I’ve learned from these words of yours
Your feelings are buried in scriptures and fictions
It’s all in the words but I’m here for the pictures

(I’m sweating off the cheap notes on my thighs
They were for your benefit not mine)

So fucking on
So fucking forth
They’ve got your back whatever that’s worth
If they ever told you to (?) what would we do?
I do not know
If it wasn’t for the courage to ask for mercy what would we do?

Sometimes only you will know
We’re cementing old friends
Dismissing old foes
We’re throwing punches and ducking blows

/ los campesinos

Além da Linha Vermelha

Título original: The Thin Red Line
Ano: 1998
Diretor: Terrence Mallick

O diretor Terrence Mallick tem praticamente 40 anos de carreira, mas apenas 5 filmes realizados. Isso mostra que ele não faz filmes apenas por fazer. Quando inicia um trabalho, Mallick se dedica completamente a ele, criando obras que sempre trazem um significado. Em Além da Linha Vermelha ele utilizou vários atores importantes do cinema para mostrar um pouco do que foi a campanha do Pacífico na Segunda Guerra Mundial. John Travolta, Sean Penn, Jim Caviezel, Adrien Brody, John Cusack, George Clooney e Woody Harrelson são alguns dos nomes que fazem parte deste elenco de respeito.

É um filme de guerra, mas a abordagem é um pouco diferente do que estamos acostumados. O ritmo é peculiar. Mallick nos conduz pela história de cada soldado sem pressa alguma. Existem narrações em off de vários personagens. Elas mostram o sentimento deles em relação a guerra, ao inimigo e a raça humana como um todo.. Fui completamente absorvido por este filme de guerra intimista, que tem um trabalho fantástico de fotografia de John Toll. Ele explora muito bem os cenários naturais, concebendo imagens belíssimas com um ar poético.

As batalhas são poucas, mas quando acontecem mostram toda a habilidade de criação de Terrence Mallick. Ele as filma de uma maneira elegante e empolgante, como um ballet de tiros e sangue. Além da Linha Vermelha tem suas falhas, como o roteiro que basicamente vai do nada a lugar nenhum, mas é uma experiência única e arrebatadora, se você entrar no clima.

Nota: 9

Música da Semana: Editors – Munich

Editors

Ano de formação: 2002
Local: Birmingham, Inglaterra
Integrantes: Tom Smith, Chris Urbanowicz, Russ Leetch e Ed Lay.

Uma banda de indie-rock já consolidada. Munich é provavelmente a música mais famosa e admirada dos caras. Não é para menos. É daquele tipo de música que basta uma escutada para se gostar. Ela agrada em praticamente todos os aspectos, principalmente no riff de guitarra pra lá de marcante. A letra é bem poética e fala de um lado não tão forte do ser humano, que nem sempre estamos aptos para conquistar algo que queremos. Aconselho muito que apertem PLAY e a conheçam pelos próprios ouvidos.

Munich

I’m so glad I found this
I”m so glad I did
I’m so glad I found this
I’m so glad I did

People are fragile things
you should know by now
be careful what you put them through
people are fragile things
you should know by now
you’ll speak when you’re spoken to

It breaks when you don’t force it
It breaks when you don’t try
It breaks if you don’t force it
It breaks if you don’t try

People are fragile things
you should know by now
be careful what you put them through
people are fragile things
you should know by now
you’ll speak when you’re spoken to

With one hand you calm me
with one hand I’m steel

with one hand you calm me
with one hand I’m steel

People are fragile things
you should know by now
be careful what you put them through

/ editors
people are frgile things
you should know by now
you’ll speak when you’re spoken to

you’ll speak when you’re spoken to
you’ll speak when you’re spoken to
he’ll speak when he’s spoken to
she’ll speak when she’s spoken to

The Pacific – Parte Quatro: Gloucester/Pavuvu/Banika

Não fiz o review do terceiro episódio por dos motivos: estava meio sem tempo, com provas e trabalhos na faculdade e também pelo fato do episódio não ter sido empolgante. Admito que foi um episódio relativamente importante para desenvolver os personagens, principalmente o Leckie, mas deu uma quebrada violenta em todo aquele clima pesado da guerra do pacífico.

Agora não temos do que reclamar. A quarte parte de The Pacific foi excelente. Há um equílibrio entre as cenas de batalha e as situações mais intimistas que agrada bastante.

Após os fuzileiros chegarem em Gloucester e enfrentarem uma batalha relativamente fácil, apesar do estilo japonês de combate, eles tem que tentar sobreviver aos verdadeiros perigos do lugar: o clima e a “estrutura” da região. A chuva simplesmente não pára, deixando tudo como um lamaçal impenetrável. Isso vai afetando muito os soldados em termos psicológicos. Alguns simplesmente não aguentam e tomam atitudes definitivas para se livrar de todo esse caos. O depoimento dos ex-combatentes no início deixa bem claro que aquilo afetou os soldados profundamente.

O ator James Badge Dale, que faz o Leckie, se destaca novamente. Leckie descobre que tem enurese, o que mostra como a guerra está abalando-o mentalmente.

Um ótimo episódio, que recuperou a minissérie daquela leve caída do episódio passado.

A Estrada

Título original: The Road
Ano: 2009
Diretor: John Hillcoat

O mundo como o conhecemos já não existe mais e o motivo não importa. Agora tudo não passa de cinzas, isolamento, desespero e frio. É neste mundo pós-apocalíptico que encontramos um pai (Viggo Mortensen) e um filho (Kodi Smit-McPhee) tentando sobreviver sem perder a sanidade. E a estrada para a sobrevivência está longe de ser fácil. As poucas pessoas que restam fazem parte de grupos que não hesitam em roubar, matar ou até mesmo praticar canibalismo.

John Hillcoat dá vida a este mundo morto de uma maneira marcante, sempre buscando explorar a destruição e o desolamento do que um dia foi a Terra. A química de Viggo e Kodi é impressionante e isso é essencial para fazer o filme funcionar. Percebemos como o Homem faz de tudo para salvar o Garoto e também para ensina-lo como sobreviver sozinho, caso seja necessário um dia. A ideia do Homem é ir o mais perto possível da costa marítima, mas para chegar até lá eles têm que passar por coisas grotescas. Existem cenas muito fortes ao longo de A Estrada, capazes de mexer com o público. Palmas para Hillcoat, que teve coragem de mostrar quase tudo o que está no livro de Cormac McCarthy.

Como vocês podem ver é um filme triste. Na verdade, é até depressivo. Ainda mais quando vemos rápidos flashbacks mostrando o mundo como era antes. Sabiamente, o diretor utiliza uma fotografia totalmente diferente nestes momentos, cheia de cores e vida. Estes opostos podem te sensibilizar se você não estiver preparado. Infelizmente, existem algumas falhas no filme, como o fato dele não permitir uma conexão maior com os persoangens e o o  ritmo um pouco lento, que pode desagrar a alguns. De qualquer forma, é um dos melhores filmes do gênero disponível por aí.

Nota: 8

Música da Semana: Built to Spill – Car

Buil to Spill

Ano de formação:
1992
Local: Idaho, USA
Integrantes: Doug Martsch, Scott Ploouf, Jim Roth, Brett Nelson e Brett Netson
Som: Não tenho receio em dizer que Built to Spill é uma das melhores bandas em atividade. A parte instrumental é muito bem trabalhada, principalmente nas guitarras com riffs marcantes e contagiantes. A voz de Martsch também é destaque. Ele diz que não pensa tanto nas mensagens das suas letras, o que ele quer é encontrar palavras que tenham uma sonoridade legal. É uma banda que influenciou muita gente boa por aí, por exemplo: Strokes e Modest Mouse.

Car

you get the car
I’ll get the night off
You’ll get the chance to take the world apart and figure out how it works
Don’t let me know what you find out
I need a car
You need a guide
Who needs a map
If I don’t die or worse I’m gonna need a nap
At best I’ll be asleep when you get back

I wanna see it when you find out what comets, stars, and moons are all about
I wanna see their faces turn to backs of heads and slowly get smaller
I wanna see it now

I want specifics on the general idea
I wanna think what I should know
Want you to do me what to show

I wanna see movies of my dreams
I wanna see movies of my dreams
I wanna see movies of my dreams
I wanna see movies of my dreams

I wanna see it when you get stoned on a cloudy breezy desert afternoon
I wanna see it untame itself and break its owner
I wanna see it now
I wanna see it now

/ built to spill

Sede de Sangue

Título original: Bakjwi
Ano: 2009
Diretor: Chan-wook Park

O diretor Chan-wook Park é o gênio por trás de Oldboy, um dos melhores e mais aclamados filmes da última decada. Agora, ele resolveu se arriscar em um assunto da moda: histórias de vampiro.  Ainda que ele não tenha criado uma obra do nível de Oldboy, ele trouxe um certo grau de originalidade para o gênero, fazendo de Sede de Sangue um trabalho satisfatório.

Um padre é voluntário num experimento que busca a cura de uma doença fatal. Como resultado ele consegue a própria morte. Só que esta morte dura pouco tempo e ele acorda transformado. Ele está muito mais forte, com os sentidos aguçados, com aversão a luz solar e com sede. Muita sede. Sim, o padre se transforma em um vampiro. Como todo bom vampiro ele precisa de sangue humano para sobreviver. Seu apetite sexual, antes inexistente, agora é incontrolável. Como a garota Tae-Ju está cansada do seu marido e em busca de novas aventuras, o encontro é inevitável. Obviamente, isso trará consequências.

Chan-wook Park é excelente para criar sequências criativas, sempre contando com uma fotografia extremamente bela. Some-se a isso o fato de ter sangue para todo o lado e um pouco de sexo também. É realmente um trabalho visual digno de nota. Infelizmente, o filme sofre por ter um ritmo de irregular. Chega um momento em que a história se torna chata e um tanto sem sentido, como se fosse uma mera desculpa para um requinte estético aprimorado. Além disso, Sede de Sangue quase derrapa para um lado trash, o que diminuiria sua qualidade. Ainda bem que o final, cheio de poesia e simbolismo, manteve o nível do início. Destaco também a atuação de Ok-bin Kim, que pegou uma personagem complicada, mas soube dar vida a ela de uma maneira marcante, sem ser caricatural.

Nota: 7

– BK

Noites Calmas

Título original: A Midnight Clear
Ano: 1992
Diretor: Keith Gordon

Você já ouviu falar deste filme? Provavelmente, não. Eu o assisti pela primeira vez lá pelos idos de 1995, em alguma tarde ociosa em que o que me restava era ligar na HBO e torcer para passar um filme bom. Este é ótimo.

O ano é 1944 e a Segunda Guerra Mundial está chegando ao fim. Seis soldados americanos recebem uma missão não muito ortodoxa. Eles devem ir até uma mansão que fica próxima das linhas inimigas e reportar toda e qualquer atividade suspeita nas redondezas.

Estamos próximos do Natal, portanto, é frio no hemisfério norte. A neve e o ar gelado colaboram ainda mais para a sensação de isolamento que o diretor Keith Gordon quer transmitir. São apenas 6 soldados que devem cobrir uma area imensa.

O medo e o suspense tomam conta dos personagens e de quem assiste. Na madrugada, todo barulho se transforma numa verdadeira ameaça. Será que são bichos ou são alemães se comunicando entre eles?

Noites Calmas é mais um filme com um tom anti-belicista, mas a mensagem é transmitida de uma maneira bem diferente do habitual. Talvez este seja o filme que melhor mostra como boa parte dos soldados alemães e americanos não eram tão diferentes assim. Nem todo soldado alemão era um nazista e isto fica claro aqui.

Recomendo imensamente este filme esquecido, mas admirado por um bom número de pessoas. Temos ótimas e marcantes performances de Ethan Hawke e Gary Sinise. Como curiosidade, Peter Berg, o criador de Friday Night Lights é um dos atores.

Nota: 8,5

/a midnight clear

Platoon

Título original: Platoon
Ano: 1986
Diretor: Oliver Stone

Chris Taylor (Charlie Sheen) acaba de chegar no Vietnã e em pouco tempo ele percebe o erro que cometeu quando voluntariou para o conflito. As dificuldades que ele enfrenta são imensas. Ele é alvo de desconfiança de alguns dos veteranos e qualquer erro que ele cometa pode lhe trazer grandes problemas. É como tentar andar sobre ovos sem quebra-los.

Oliver Stone coloca seus personagens e o público num ambiente opressivo. O diretor nos faz cientes de que o perigo não se deve apenas aos vietcongs escondidos em cada canto da floresta, mas também, ao próprio ambiente, repleto de florestas densas, quentes, com cobras e mosquitos transmitindo diversas doenças. Para piorar, há um conflito interno entre os sargentos Barnes e Elias, que provoca um racha no pelotão. É evidente o teor anti-belicista do filme e até mesmo, anti-americano, principalmente se levarmos em conta os diálogos de alguns personagens que não cansam de falar mal da política do seu próprio país.

As cenas de batalhas empolgam pelo seu visual que se aproxima da realidade. Não há nenhum tipo de embelezamento artificial, é algo cru e por isso, impressiona. A guerra é algo que tem potencial para tornar homens animais. E aqueles homens que já são animais? Eles utilizam a guerra para por em prática seus desejos cruéis e sanguinários, como fica evidente em uma cena chocante que ocorre numa aldeia vietnamita. Este filme contém muitas cenas fortes e perturbadoras, que mostram toda a imbecilidade que foi a guerra do Vietnam.

Nota: 8

– B.K.

Música da Semana: Yeasayer – Madder Red

Yeasayer

Ano de formação: 2006
Local: New York, USA
Integrantes: Chris Keatin, Ira Wolf Tuton e Anand Wilder
Som: No primeiro álbum, All Hour Cymbals, a banda era mais experimental do que qualquer outra coisa e no lançamento deste ano, Odd Blood, eles realizaram uma mudança considerável, deixando o som mais pop e mais acessível. A música que eu selecionei é a mais interessante deste trabalho irregular. Ela recebe notórias influências do rock New Age e tem um refrão absolutamente brilhante. Confiram.

Madder Red

Even when my luck is down
I take joy in that our love grows
But if my vices are a burden
Please don’t let me off
Cast me from your home

Because lately I’ve wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don’t ask me why

I turn away just when you want me
And I know that home is where you want me
There’s not much for me there

Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It’s getting hard to keep pretending I’m worth your time

Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It’s getting hard to keep pretending I’m worth your time

Because lately I’ve wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don’t ask me why
Please don’t ask me why
Please don’t ask me why
Please don’t ask me

/yeasayer

The Pacific – Parte Dois: Basilone

Mais um excelente episódio desta mini-série que promete muito. Achei melhor do que a estreia. Estamos desenvolvendo aquele laço afetivo tão importante com os personagens, ainda mais em uma obra que retrata uma guerra, pois o número de participantes é imenso. Se não nos importassemos com os personagens a experiência não teria o mesmo valor.

O fato de se alistar para participar uma guerra representa um sacrifício enorme e este episódio retrata atos de altruísmo dentro de uma guerra que influenciam bastante no resultado do conflito. Como exemplo, cito a cena em que Basilone não hesita em segurar um armamento pesado e extremamente quente para transporta-lo para outro lugar. As queimaduras de segundo e terceiro grau não têm importância. O que importa é ajudar os companheiros e evitar o avanço do inimigo.

Cenas de ação dificilmente me empolgam, a não ser quando são extremamente bem realizadas. É o que aconteceu aqui. Fiquei simplesmente hipnotizado com a feroz batalha travada nestas ilhas do Pacífico. O diretor David Nutter soube como transmitir o medo, a violência e a adrenalina envolvidas em algo dessa magnitude. Não custa lembrar que ele dirigiu um episódio de Band of Brothers, portanto é alguém habituado com este tipo de cena.

Então, é isso. Fiz este post apenas para incentivar quem está na dúvida se deve acompanhar a mini-série ou não. É uma excelente pedida.