Lost 6×15 Across the Sea

Fazia um certo tempo que eu não escrevia sobre Lost no blog. Pura falta de tempo.

Fiquei assustado quando li comentários de “fãs” xingando os criadores de Lost por causa deste último episódio. Algumas pessoas avaliam a qualidade do episódio se ele responde alguns mistérios ou não. Tenho pena de quem pensa assim, pois a pessoa deixa de curtir uma história que se mantém intrigante desde a primeira temporada.

Era inevitável um episódio que explicasse as origens de Jacob e do Homem de Preto. Nada mais apropriado que fosse agora, próximo ao fim.

E uma das suspeitas que muitos tinham foi confirmada: eles são irmãos… e gêmeos, ainda por cima.

Eles foram criados na ilha por uma mãe adotiva, que não pensou duas vezes em assassinar a mãe biológica dos dois.

Across the Sea mostra como Jacob e seu irmão foram desenvolvendo ideologias próprias a respeito da ilha e do que há além. Não podemos entrar na questão do bem e do mal aqui. Cada um segue o que acha que é certo. Ponto.

Se alguém esperava uma explicação lógica sobre a ilha e os efeitos que ela acarreta nas pessoas, se decepcionou. Uma caverna e uma luz são suficientes para mostrar que a ilha tem algo de sobrenatural.

O monstro da fumaça é explicado, assim como Adão e Eva, que são o irmão de Jacob e a mãe adotiva. Gostei muito desta cena quem tem um flashback da primeira temporada de Lost. Só esses minutos me fizeram pensar em como Lost cresceu e se transformou num seriado ambicioso, no bom sentido. De um desastre de avião e pessoas perdidas numa ilha, para algo que envolve toda uma criativa mitologia própria.

Agora muita coisa está explicada (se de maneira convincente ou não, pra mim não importa) e esse episódio foi essencial para preparar o terreno para os dois últimos. Se você quer todos os mistérios de Lost respondidos, melhor não perder seu tempo. Agora, se você não faz questão de ver tudo mastigado e jamais deixou de se interessar pelos rumos do seriado… aproveite enquanto ainda não acabou.

Nota: 8

O Resgate do Soldado Ryan

Título original: Saving Private Ryan
Ano: 1998
Diretor: Steven Spielberg

Esta incursão de Steven Spielberg na Segunda Guerra Mundial proporcionou uma verdadeira revolução do gênero. A sequência mais marcante do filme é, sem dúvida, a invasão da Normandia. Ela foi filmada de maneira realista e frenética, mas nunca confusa. Spielberg consegue transmitir toda a violência do conflito nestes 20 e poucos minutos iniciais.

No meio desse caos, o capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de encontrar o soldado Ryan e levá-lo para casa. O soldado ganhou este direito após seus três irmãos morrerem no conflito.

Apesar do roteiro não ser dos melhores, ele conta com momentos interessantes que retratam o sofrimento dos soldados em meio a guerra e a saudade que eles sentem de casa. Spielberg mostra sensibilidade para lidar com esses momentos intimistas, como exemplo, destaco a cena em que o médico se arrepende de algumas atitudes anteriores ao conflito e aquela em que Upham tenta salvar um soldado alemão do fuzilamento.

Enfim, é um filme muito bem equilibrado, com um ritmo que sempre nos deixa interessados no que está acontecendo. Em 1998 fomos presenteados com dois excelentes filmes de guerra, este e o Além da Linha Vermelha. Como ambos perderam o Oscar para Shakespeare Apaixonado é algo difícil de explicar.

Nota: 8

Música da Semana: Beach House – Zebra

Beach House

Ano de formação: 2004
Local: Baltimore, EUA
Integrantes: Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham

Não dá para negar o lado pop deste DUO americano/francês, mas o que chama a atenção na maior parte das músicas são as letras que falam sobre decepções e o peso do mundo nas nossas costas. É um daqueles casos em que o vocal e o instrumental misturam-se de maneira perfeita.

Zebra

You know you're gold, you don't got to worry none
Oasis child, born and so wild
Don't I know you better than the rest
All deception, all deception from you

Your love is stag in the white sand
Wilderness for miles, eyes so mild and wise
Don't I know you better than the rest
All deception, all deception from you

Any way you run, you run before us
Black and white horse arching among us

Your love is stag in the white sand
Oasis child born into a man
Don't I know you better than the rest
All deception, all deception from you

Wilderness for miles, eyes so mild and wise
Oasis child, born and so wild
Don't I know you better than the rest
All deception, all deception from you

Any way you run, you run before us
Black and white horse arching among us

/ beach house

Edward Mãos de Tesoura

Título original: Edward Scissorhands
Ano: 1990
Diretor: Tim Burton

Quem nasceu nos anos 80 e não teve a infância marcada por este filme? Ver Edward Mãos de Tesoura na “sessão da tarde” gerava em mim os mais diversos sentimentos. Eu era muito criança para perceber todos os aspectos do filme, mas já conseguia observar algo muito importante nesta história: tudo que é diferente amedronta as pessoas.

Agora mais velho, me sensibilizo ainda mais com o filme.

Edward vivia isolado em seu castelo escuro e sombrio, cultuando um estilão gótico sem nem saber disso. Do nada, ele se vê no meio do lado “alegre” da cidade, onde tudo é colorido e cada coisa está no lugar certo.

É impressionante como as pessoas são volúveis. Num momento, todos admiram Edward pela sua excentricidade e pela habilidade que ele possui em utilizar as mãos de tesoura para criar verdadeiras obras de arte em arbustos, cortar cabelo e tosar cachorros. Pouco tempo depois, esses que o admiravam passam a querer arrancar as tripas do rapaz. É a intolerância com o diferente. Ele nem tem chances de explicar o que de fato aconteceu. Edward é tachado de crimonoso por ser um cara inocente e de bom coração.

Tim Burton cria uma história que tem de tudo um pouco: romance, humor, ficção, poesia e lágrimas.

O filme não daria certo não fosse por Johnny Depp. Considero este o melhor trabalho da carreira dele. Não é para menos. A composição do personagem é perfeita. Em vários momentos ele se atém a pequenos detalhes que são essenciais para conhecermos sua personalidade. Em poucos minutos já admiramos e torcemos para que Edward se dê bem no mundo “real”, mesmo sabendo que o mundo “real” não está pronto para dar boas-vindas sinceras a um cara como ele.

Nota: 8

A Onda

Título original: Die Welle
Ano: 2008
Diretor: Dennis Gansel

O trailer de A Onda chamou minha atenção, mas não ao ponto de me empolgar de verdade. Isso começou a mudar quando ótimos comentários sobre o trabalho de Dennis Gansel pipocaram pelos blogs e sites especializados.

Estava na locadora em busca de um filme estrangeiro quando me deparei com “A Onda”. Não pensei duas vezes e peguei o DVD.

Não me arrependi nem um pouco. Já vou adiantando que trata-se de um filme que mexe com o público e que dificilmente deixa alguém passivo na frente da TV, o que geralmente é um sinal qualidade.

O filme começa com Rainer Wenger dirigindo seu carro pelas ruas da Alemanha atual e ouvindo rock no último volume. O cara parece tudo, menos um professor de História. É até engraçado ver Rainer com seu estilo desleixado no meio de professores de terno e gravata. Só por essa apresentação do personagem já podemos ter uma ideia da sua essência.

Ele é escalado para dar um curso de autocracia no colégio onde leciona. Ele não está nada empolgado com isso, pois queria mesmo era dar aulas sobre Anarquia. Algo mais apropriado ao seu estilo, eu diria.

Ocorre que ele resolve explicar o assunto de uma maneira nada convencional. Uma discussão a respeito de ditadura e nazismo entre os alunos inspira o professor a dar uma verdadeira aula prática do assunto.

Neste momentos já estamos conectados com o filme e aguardamos o desenrolar dos acontecimentos com ansiedade. Aos poucos aquele bando de alunos nada aplicados vai se transformando em algo bem diferente. Rainer, por sabe-se lá qual motivo, vai botando ideias autocráticas em ação.

Ele próprio vai representar o ditador e vai mandar nos alunos. Eles terão que obedecer ou serão convidados a se retirar do curso.

Eles precisam de um uniforme, afinal, necessitam ser reconhecidos por eles próprios e temidos pelos outros. A cor branca é escolhida.

Eles precisam de um nome, pois precisam ser chamados de alguma coisa. Está formada A ONDA.

O que seria de uma marca sem um logo, certo? Um logo é criado e espalhado pelos quatro cantos da cidade para demarcar o território.

Este curso tem duração de uma semana e em alguns dias todos já estão diferentes. Eles sentem que fazem parte de uma família, se sentem seguros uns com os outros e vêem na figura do professor um verdadeiro líder.

Mas isso tudo é saudável? As pessoas quando estão em grupos tem a tendência de fazer coisas que jamais fariam quando sozinhas.

Todo esse ar pseudo-nazista-experimental do filme é a sua grande qualidade. Eu fiquei preocupado com os rumos que esse grupo iria tomar. Qual era o objetivo real desses garotos? Nenhum, será? Apenas sentir que faziam parte de uma família? Que era uma unidade?

O mais difícil é compreender as motivações do professor para iniciar um movimento desses. Não sabemos ao certo se ele queria apenas ensinar os alunos de uma maneira diferente ou se havia uma sede de ditadura em seu sangue.

O filme me agradou em sua maior parte. A ideia foi genial e possibilita muitas e muitas discussões.

Existem problemas, mas nada que atrapalhe o filme como um todo. Me incomodou a passagem de tempo, que parece um tanto artificial. É meio difícil aceitar que tudo ocorre em apenas uma semana. Além disso, não tem como não dizer que o final é forçado. De qualquer forma,  ele é essencial para que o filme cause um impacto ainda maior e deixe impressões positivas. Um verdadeiro paradoxo, assim como esse professor Rainer.

Nota: 8

Música da Semana: Led Zeppelin – Tangerine

Led Zeppelin

Ano de formação: 1960
Local: Londres Inglaterra
Integrantes: Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham

Acho que dispensa comentários, certo? Uma das melhores e mais influentes bandas da história do rock. Impossível ser um vivente deste planeta e não ter escutado Stairway to Heaven, por exemplo. Escolhi para a música da semana a Tangerine, que não é tão conhecida assim, mas é excelente. Ela tem uma letra curta e relativamente simples, mas é cheia de emoção e sentimento. Considero ela uma das melhores love songs do rock. Confiram.

Tangerine

Measuring a summer’s day, I only finds it slips away to grey,
The hours, they bring me pain.

Tangerine, Tangerine, Living reflection from a dream;

I was her love, she was my queen, And now a thousand years between.

Thinking how it used to be, Does she still remember times like these?

To think of us again? And I do.

Tangerine, Tangerine, Living reflection from a dream;
I was her love, she was my queen, And now a thousand years between.
/ led zeppelin

Sherlock Holmes

Título original: Sherlock Holmes
Ano: 2009
Diretor: Guy Ritchie

Este filme teve um resultado surpreendentemente positivo. Não imaginava que a mistura Sherlock Holmes + Guy Ritchie daria certo. E deu. Temos aqui ótimas cenas de ação que mostram que Guy Ritchie é um diretor criativo e com um senso estético bem apurado. Há um equilíbrio entre essas cenas mais frenéticas e o desenvolvimento da história. Infelizmente, a trama é um dos pontos negativos do filme. Ela me pareceu exageradamente confusa em alguns momentos e certamente foi um dos motivos do tempo de duração um pouco maior do que o necessário. De qualquer forma, isso fica suprimido pelo ritmo ágil, a atuação inspirada de Robert Downey Jr. e a trilha sonora empolgante de Hans Zimmer. Sherlock Holmes é  um filme pipoca que cumpre o que propõe com maestria.

Nota: 7

Tudo Pode dar Certo

Título Original: Whatever Works
Ano: 2009
Diretor: Woody Allen

O roteiro do filme é alvo de críticas por ter sido feito nos anos 70 e por contar com clichês do diretor. Algumas situações e diálogos datados são perceptíveis, mas não há tanto problema nisso, pois Woody Allen quer divertir o público de uma maneira despretensiosa.

Boris (Larry David) é um rabugento de 60 anos. Ele se auto-proclama um gênio e se gaba por ter sido indicado a um Nobel da física. Hoje ele ensina xadrez para crianças. Boris sempre diz o que pensa, nunca hesitando em diminuir intelectualmente quem cruza seu caminho. É hipocondríaco, misógino e já tentou suícidio. Essas características garantem risadas e também algumas boas reflexões sobre os padrões da sociedade atual. Uma das melhores cenas é aquela em que Boris acorda de madrugada gritando: “O Horror! O Horror!” numa referência a Apocalypse Now. Sua vida muda quando encontra Melody (Evan Rachel Woods), uma jovem de 20 anos, chorando nas escadas da sua própria casa. A príncipio, ele despeja sarcasmo e mal-humor na moça, mas aos poucos vai admirando o seu jeito relativamente inocente. Os dois se casam e vivem razoavelmente bem. Quando a mãe de Melody entra em cena o casamento corre perigo e o filme ganha em qualidade.

Gosto de Larry David, principalmente por ser co-criador de Seinfeld, mas ele não funciona muito bem aqui. Sua falta de carisma não permite uma aproximação do público. Se Woody Allen fosse o protagonista a história seria outra. Além disso, Boris é o único personagem que não evolui. Todos passam por mudanças significativas em suas vidas e ele continua o mesmo até o último minuto. Mesmo inferior a Match Point e Vicky Cristina Barcelona, Whatever Works proporciona uma boa dose de diversão. Seria mais produtivo para Wood Allen continuar filmando na Europa. O ar do velho continente faz bem ao diretor.

Nota: 7

Apocalypse Now

Título original: Apocalypse Now
Ano: 1979
Diretor: Francis Ford Coppola

Este é um filme celebrado em todos os cantos do mundo. É uma obra obrigatória para todos os amantes do cinema, gostem de filmes de guerra ou não. Apocalypse Now é muito debatido desde o seu lançamento, não é um comentário meu que vai fazer alguma diferença. A ideia é apenas registrar aqui toda a admiração que nutro por ele.

Durante a Guerra do Vietnam o capitão Willard (Martin Sheen) recebe uma missão pouco usual: ele deve percorrer as entranhas do Camboja em busca do Coronel Kurtz (Marlon Brando) e exterminá-lo. Kurtz era um militar respeitado nos EUA até abandonar suas obrigações militares e criar uma milícia com o povo local, operando com metódos altamente bizarros. O caminho até Kurtz é cheio de perigos e temos a oportunidade de ver a desorganização de boa parte das patrulhas americanas no conflito. Os soldados estavam mais interessados em beber, fumar maconha e atirar em qualquer coisa em movimento. Apocalypse Now é um verdadeiro épico de guerra. A criação de Francis Ford Coppola impressiona a cada frame. Ele cria um filme que estimula os nossos sentidos de uma maneira ímpar.

Melhor que a parte técnica é o lado psicológico da história. Durante o caminho Willard aprende mais coisas sobre o antigo coronel. Ao mesmo tempo ele admira e teme o que Kurtz se tornou. O público tem o mesmo sentimento do protagonista e não vemos a hora deles se encontrarem. Os diálogos entre os dois são impressionantes e funcionam como um forte manifesto anti-belicista.  Apesar de longo, o filme tem um ritmo agradável. São tantas cenas fantásticas que nem pensamos em olhar no relógio. É difícil eleger uma cena preferida, mas a minha é o famoso ataque feito pelos helicópteros ao som de Cavalgada das Valquírias, com o Robert Duvall interpretando um alucinado tenente que adora o cheiro de nalpam pela manhã.

Nota: 9,5

O que esperar do novo filme de Shyamalan?

Dia 2 de julho estreia nos EUA “The Last Airbender”, o novo filme de M. Night Shyamalan.

O filme é uma adaptação de um desenho chamado Avatar (que nada tem a ver com o filme de James Cameron). Esse desenho parece ter um grande número de admiradores e eu nem sabia da existência dele.

Já fui um grande fã do diretor M. Night Shyamalan, afinal, ele é  o cara por trás de Sinais, O Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Vila, que podem não ser obras-primas, mas me agradam profundamente. E aí ele criou A Dama na Água e O Fim dos Tempos. Convenhamos, são filmes que tiraram toda a credibilidade do diretor, nos fazendo duvidar de sua capacidade e até mesmo de sua sanidade mental.

Agora ele vem com este projeto, no mínimo, diferente.

Será que Shyamalan vai conseguir se sair bem num filme repleto de ação, magia, artes marciais e efeitos especiais? São aspectos que até então nunca fizeram parte do mundo do diretor, algo que pode ser uma boa, pois sua ânsia de tentar impressionar o público com histórias de suspense e grandes reviravoltas já está muito desgastada.

Talvez esteja seja a chance de redenção do diretor.

Será que podemos esperar algo minimanente divertido?

Me parece algo decente.

A resposta definitiva, só no meio do ano.

Música da Semana: Arcade Fire – Wake Up

Arcade Fire

Ano de formação: 2003
Local: Montreal, Canadá
Integrantes: Win Butler, Régine Chassagne, Richard Reed Parry, William Butler, Tim Kingsbury, Sarah Neufeld, Jeremy Gara.

É uma banda que costuma me deixar sem palavras. As músicas são cheias de intensidade e beleza. Não dá para ficar imune ao som dos caras, que tem um tom depressivo em algumas letras e melodias, mas está longe de ser chato. Na verdade, é empolgante. Arcade Fire está cada vez fazendo mais sucesso: em 2004 o álbum Funeral foi eleito o melhor do ano pelo site Pitchfork. Em 2005 a música Rebellion (Lies) fez parte da trilha sonora de um dos melhores episódios de Six Feet Under. Finalmente, a música Wake Up, que é a razão deste post, pode ser ouvida no fantástico trailer de Onde Vivem os Monstros. Sintam essa música…

Wake Up

Somethin’ filled up
my heart with nothin’,
someone told me not to cry.

But now that I’m older,
my heart’s colder,
and I can see that it’s a lie.

Children wake up,
hold your mistake up,
before they turn the summer into dust.

If the children don’t grow up,
our bodies get bigger but our hearts get torn up.
We’re just a million little god’s causin rain storms turnin’ every good thing to rust.

I guess we’ll just have to adjust.

With my lighnin’ bolts a glowin’
I can see where I am goin’ to be
when the reaper he reaches and touches my hand.

With my lighnin’ bolts a glowin’
I can see where I am goin’
With my lighnin’ bolts a glowin’
I can see where I am go-goin’

You better look out below!

/ arcade fire

Zona Verde

Título original: Green Zone
Ano: 2010
Diretor: Paul Greengrass

Roy Miller é um soldado que tenta fazer as coisas de maneira correta em meio a Guerra do Iraque. Ele e seus comandados seguem pistas em busca de armas de destruição em massa. O problema é que sempre que chegam aos locais, não encontram nada mais do que privadas ou algo do tipo. Roy Miller questiona seus superiores a respeito das fontes dessas informações. Ele sente que há algo de errado no ar e decide ir fundo na toca do coelho. Uma decisão repleta de riscos.

Paul Greengrass é um diretor que não se contenta apenas com a ação. Seus filmes sempre aspectos políticos e conspiratórios. Zona Verde é um verdadeiro thriller de guerra, com uma história razoavelmente complexa, que exige um certo grau de atenção do público. O filme quer mostrar algo que todos sabemos: as tais armas de destruição em massa eram apenas uma desculpa para os EUA invadir o Iraque e fazer o que bem entendessem. O diretor nos coloca dentro daquele caos ao utilizar seu estilo quase documental de filmar. As interpretações de Matt Damon e Khalid Abdalla também merecem destaque. Tudo parece bem real.

Apesar das cenas de ação serem filmadas com a competencia habitual, não posso negar que em alguns momentos elas me pareceram um tanto longas e confusas. Isso não atrapalha o filme como um todo, mas é uma falha que poderia ser corrigida sem muito trabalho. Enfim, Zona Verde é um bom filme de guerra, com um lado político intrigante, mas que fica um pouco empalidecido após algo do nível de Guerra ao Terror.

Nota: 7