The Pacific – Parte Cinco: Peleliu Landing

Acabo de assistir ao quinto episódio de The Pacific e uma coisa eu posso afirmar: por enquanto, The Pacific não conseguiu suplantar Band of Brothers.

Apesar de contar com ótimas atuações e boas cenas de batalhas, The Pacificparece ter dificuldades em avançar na trama. Algo estranho, já que são apenas 10 episódios.

Esta parte cinco é mais uma com altos e baixos.

Eugene Sledge acaba de entrar na guerra e rapidamente percebe que as coisas serão difíceis nas ilhas do pacífico. O ambiente hostil é novamente mostrado como um grande inimigo, às vezes até mais violento que os japoneses.

Durante sua ambientação, Eugene trava um interessante diálogo com Leckie. O tema discutido é Deus e sua utilidade. Os dois tem pontos de vistas bem diferentes, algo que pode ser transportado para o pensamento de vários outros soldados.

É muito interessante o momento em que Eugene, ao perceber a falta de fé de Leckie, pergunta:
– No que você acredita?
– Na munição! – Leckie prontamente responde.

O objetivo do exército é tomar a ilha Peleliu e não será uma tarefa fácil. Segundo as entrevistas do início, era uma batalha com uma duração prevista de alguns dias. Durou 2 meses.

Quando Eugene e os outros soldados estão no tanque anfíbio, aguardando o momento de sair do barco para ir até a praia, é criada uma expectativa enorme. Podemos sentir a intensidade da situação, assim como o medo e o pavor dos soldados. Em poucos momentos eles vão enfrentar o caos.

A batalha em si acaba não correspondendo as expectativas, mas quero pensar neste episódio como um tipo de ponte para a sexta parte, que promete ser recheada de cenas brutais.

E aí, alguém viu este episódio já? O que acharam? Alguma chance de ser melhor que Band of Brothers?

/ bruno knott

How I Met Your Mother

Como ainda estou lamentado o fato de não ter mais episódios novos de Lost para assistir, fui em busca de alguns seriados com potencial para diminuir um pouco este vazio televisivo que se abateu sobre mim.

How I Met Your Mother é uma comédia excelente, que além de sempre garantir momentos hilários, vez ou outra ainda consegue oferecer situações de bastante sensibilidade.

A história é um imenso flashback. Ted coloca seus filhos no sofá e conta como conheceu a mãe deles. Quer dizer, a intenção é essa, mas é claro que isso se alastra por várias temporadas. O que vemos é a vontade do Ted de 30 anos atrás de encontrar uma mulher para casar. Isso possibilita vários encontros e desencontros. Ainda estou na segunda temporada e como o seriado já está na quinta imagino que ele ainda não encontrou a escolhida. Ou será que já?

O elenco principal tem um timing cômico de fazer inveja, mas o grande destaque é o personagem Barney, interpretado por um inspirado Neil Patrick Harris. O cara é dono das frases mais engraçadas da televisão e de um estilo que é ao mesmo tempo arrogante e cativante. Barney é mestre em criar situações absurdas e divertidas. Sem dúvida a série não funcionaria tão bem sem ele.

Aliás, isso me faz pensar numa coisa, quem é mais engraçado: Barney ou Sheldon do Big Bang Theory?

Difícil.

The Pacific – Parte Quatro: Gloucester/Pavuvu/Banika

Não fiz o review do terceiro episódio por dos motivos: estava meio sem tempo, com provas e trabalhos na faculdade e também pelo fato do episódio não ter sido empolgante. Admito que foi um episódio relativamente importante para desenvolver os personagens, principalmente o Leckie, mas deu uma quebrada violenta em todo aquele clima pesado da guerra do pacífico.

Agora não temos do que reclamar. A quarte parte de The Pacific foi excelente. Há um equílibrio entre as cenas de batalha e as situações mais intimistas que agrada bastante.

Após os fuzileiros chegarem em Gloucester e enfrentarem uma batalha relativamente fácil, apesar do estilo japonês de combate, eles tem que tentar sobreviver aos verdadeiros perigos do lugar: o clima e a “estrutura” da região. A chuva simplesmente não pára, deixando tudo como um lamaçal impenetrável. Isso vai afetando muito os soldados em termos psicológicos. Alguns simplesmente não aguentam e tomam atitudes definitivas para se livrar de todo esse caos. O depoimento dos ex-combatentes no início deixa bem claro que aquilo afetou os soldados profundamente.

O ator James Badge Dale, que faz o Leckie, se destaca novamente. Leckie descobre que tem enurese, o que mostra como a guerra está abalando-o mentalmente.

Um ótimo episódio, que recuperou a minissérie daquela leve caída do episódio passado.

The Pacific – Parte Dois: Basilone

Mais um excelente episódio desta mini-série que promete muito. Achei melhor do que a estreia. Estamos desenvolvendo aquele laço afetivo tão importante com os personagens, ainda mais em uma obra que retrata uma guerra, pois o número de participantes é imenso. Se não nos importassemos com os personagens a experiência não teria o mesmo valor.

O fato de se alistar para participar uma guerra representa um sacrifício enorme e este episódio retrata atos de altruísmo dentro de uma guerra que influenciam bastante no resultado do conflito. Como exemplo, cito a cena em que Basilone não hesita em segurar um armamento pesado e extremamente quente para transporta-lo para outro lugar. As queimaduras de segundo e terceiro grau não têm importância. O que importa é ajudar os companheiros e evitar o avanço do inimigo.

Cenas de ação dificilmente me empolgam, a não ser quando são extremamente bem realizadas. É o que aconteceu aqui. Fiquei simplesmente hipnotizado com a feroz batalha travada nestas ilhas do Pacífico. O diretor David Nutter soube como transmitir o medo, a violência e a adrenalina envolvidas em algo dessa magnitude. Não custa lembrar que ele dirigiu um episódio de Band of Brothers, portanto é alguém habituado com este tipo de cena.

Então, é isso. Fiz este post apenas para incentivar quem está na dúvida se deve acompanhar a mini-série ou não. É uma excelente pedida.

The Pacific – Parte Um: Guadalcanal/Leckie

Eu estava com uma expectativa bem grande, afinal Band of Brothers é uma das melhores coisas já feitas sobre a Segunda Guerra e os críticos não param de elogiar The Pacific, que é cria do mesmo pessoal, incluindo Tom Hanks e Spielberg. Minhas expectativas foram muito bem correspondidas! A mini-série estreou muito bem.

O primeiro episódio de Band of Brothers mostrava os soldados treinando e participando do Dia D. Em The Pacific não há preparação dos soldados. O roteiro aqui prefere investir em 3 personagens principais e mostrar suas famílias e os seus pensamentos em relação a tudo o que está acontecendo.

Além de ter esse lado pessoal muito forte, o episódio traz cenas de ação brutais e muito bem filmadas. Nos sentimos no meio daquela ilha japonesa, cercados pelos inimigos e compartilhando o  medo dos soldados a cada respiração.

Quando se fala em Segunda Guerra geralmente o que vem a cabeça é o front europeu. Essa é uma excelente maneira de conhecermos melhor o conflito e também de honrar todos os participantes.

Já estou ansionso pelo segundo episódio.

Lost S06E06 Sundown

Lost 6×06
Infelizmente, estou sem tempo para fazer posts sobre Lost do jeito que eu queria, mas tô a fim de tecer alguns comentários sobre esse belo episódio. É um episódio do Sayid e isso quase sempre significa qualidade. Ele é um dos melhores personagens de Lost, talvez por ser o mais circular de todos. É possível um cara que tortura e mata ser essencialmente bom? Sayid tem a resposta para isso.

Sundown apresentou o flash-sideways mais fraco até o momento, por ser um tanto repetitivo em seu tema. Sayid não pode ficar junto de Nadia, pois ela é casada com o seu irmão. É mais uma vez o destino mostrando que algumas coisas não podem ser mudadas. Mais uma vez Sayid fala que não quer matar ninguém, mas algumas situações o obrigam a agir dessa forma.

Agora, dentro da ilha temos um turbilhão de coisas acontecendo. Dogen convence Sayid a matar Flocke. Claro, o ato não sai como o esperado e Flocke utiliza o seu poder de convencimento para atrair Sayid para o seu lado. Sayid se transforma numa maquína mortífera, assustando até mesmo Ben, que sempre foi o mestre do persuassão. Vejam o sorriso maligno na foto acima!

Kate fala para Claire que está com Aaron e por um momento eu achei que Claire pularia no pescoço de Kate e a mataria. Ela não fez isso, mas os olhos da loira indicavam que essa era a sua vontade.

As coisas estão bem divididas agora. Um grupo com o Flocke, representando as peças negras de um jogo de gamão e um grupo de Jacob, representado as peças brancas. Mas, será que o lado negro de fato é o lado mal? Será que Jacob não é apenas um masoquista que queriam se divertir com as pessoas e suas emoções? Faltam 10 episódios para o fim de Lost e as coisas esquentaram de um jeito fantástico.

O próximo episódio terá Ben como personagem principal. Tá na hora dele voltar a ser o Ben de antigamente.

Nota: 8

The Pacific, “continuação” de Band of Brothers

Para quem curtiu Band of Brothers, The Pacific vai ser um prato cheio. Em vez de retratar o front europeu, The Pacific, como o nome já adianta, relata as batalhas que ocorreram no Japão. A mini-série vai seguir 3 marines durante o conflito, algo que me parece interessante. Um dos poucos defeitos de Band of Brothers eram os inúmeros personagens “principais”, que em alguns casos não permitiam uma aproximação emotiva com o espectador.

HBO é um atestado de qualidade, isso é inegável. Com produção de Tom Hanks e Spielberg podemos ficar tranquilos e esperar algo no nível de Band of Brothers.

Estreia em 14 de março, nos EUA.

Lost S06E04 The Substitute

Spoilers só depois da foto.

IMPRESSÕES GERAIS
Lost 6×04 – The Substitute é um episódio centrado em Locke na realidade paralela e no falso Locke dentro da ilha. Quem não gosta de episódios no estilo do anterior pode ficar tranquilo. Aqui a trama avança significativamente, ainda que não saibamos exatamente para onde ela está indo. É daquele tipo de episódio que termina de uma forma muita rápido e provavelmente que necessita de mais do que uma assistida. Um dos maiores segredos de toda a série começa a ser respondido e isso é mais do que suficiente para fazer deste um EXCELENTE episódio. Chamo a atenção para as mudanças dos personagens na realidade paralela. Onde está Locke e o homem de fé? Mudanças, mudanças. Estou gostando muito dos flash-sideways, mas não sei se haverá tempo suficiente para termina-los de uma maneira satisfatória. Temos que esperar e confiar.
Nota: 9

NA ILHA
Logo de cara acompanhamos uma sequência fantástica do falso Locke em forma de monstro. Ficamos no seu ponto de vista e percorremos a ilha. Aquele barulinho de engrenagem é um espetáculo.

Há uma conversa do falso Locke com Richard. Eles discutem sobre Locke e o fato deste ser um candidato ou no caso, de ter sido um candidato. Mas… candidato a que e escolhido por quem? Calma. Teremos respostas. (F)locke vai em busca de Sawyer.

Enquanto isso, Ilana recolhe as cinzas de Jacob. O que isso quer dizer? Será simplesmente algo para se proteger do monstro? Illana, Ben, Lapidus e Sun enterram o corpo do verdadeiro Locke. Como disse Lapidus, é o funeral mais estranho possível. Detalhe para o Ben dizendo que Locke era um homem de fé, mas, na realidade paralela, ele demonstra que não acredita em milagres. São essas diferenças entre as realidades que me agradam e muito.

Voltemos para o (F)locke. Ele encontra Sawyer curtindo sua fossa com whisky e rock and roll. Como convencer Sawyer a ir com ele? Que tal isso: “Quer saber porque você está nessa ilha?”. Claro e nós também.

A resposta para isso se encontra num buraco no meio da encosta na ilha. Há uma pedra branca e uma pedra preta equilibrando uma balança. (F)locke pega a pedra branca e a joga no mar, dizendo a Sawyer que isso é uma piada interna. Ótimo simbolismo.

Agora, a surpresa. Na parede estão os nomes dos Losties ao lado dos números. AQUELES números.

4 – Locke
8 – Reyes
15 – Ford
16 – Jarrah
23 – Shepard
42 – Kwon

Todos tiveram contato com Jacob durante suas vidas e influenciados por ele foram parar na ilha. Os números estão aí simplesmente porque Jacob “gosta de números”. Essas pessoas são os candidatos escolhidos por Jacob para protegerem a ilha. Agora, o que mais mexeu com a minha cabeça foi (F)locke dizendo que não tem nada para ser protegido, que é apenas uma ilha. Verdade ou mentira?

Outro detalhe, onde está Kate nisso tudo? Afinal, ela recebeu a visita de Jacob quando criança e estava na lista da primeira temporada.

F.A.N.T.Á.S.T.I.C.O.

FLASH-SIDEWAYS
Já me alonguei demais, portanto serei breve agora.

As cenas aqui mostram um Locke muito desapontado por viver numa cadeira de rodas. Além disso, vemos mudanças. Ele está prestes a se casar com Helen e ao que tudo indica tem um bom relacionamento com o pai. Então, como será que ele ficou paraplégico nesta realidade paralela?

Lock é demitido e desconta sua raiva em um carro amarelo. O dono do carro não é ninguém mais, ninguém menos do que Hurley. Nosso “gordinho” preferido está mesmo sortudo. John Locke não consegue nem arranhar o carrão do Hurley.

Como uma força do destino, ele encontra alguns “conhecidos”. Hurley, Rose e até Ben. Estou louco pra ver como ele e Ben vão se relacionar, já que Locke conseguiu um emprego de professor substituto no mesmo colégio em que Ben é professor de História.

Como já falei, Locke aqui não é mais um homem de fé.

Quando Rose o está ajudando a arrumar um emprego, ela diz que vai encontrar algo que ele possa fazer. Locke apenas a olha com uma cara feia, mas não diz nada. A sua famosa frase: “Não me diga o que não posso fazer” poderia ter sido usado ali, mas não foi. Ela foi usada na ilha pelo falso Locke. Estranho, não? Será que o HOMEM DE PRETO que está no corpo de Locke absorveu alguma coisa da essência do Locke?

De que maneira as coisas vão acontecer para que Locke finalmente encontre Jack? Mal posso esperar.

Lost S06E03 What Kate Does

E ae pessoal! Temos aqui mais um review de Lost para vocês. Este post marca o padrão que os reviews de Lost vão ter aqui no Cultura Intratecal. Espero que gostem. Spoilers só depois da foto! Confiram.

IMPRESSÕES GERAIS
Muitas pessoas vão torcer o nariz para este episódio e eu até entendo os motivos, apesar de não concordar muito. Como diz o título, a história está centrada na Kate e quem não é muito fã da moça e das suas atitudes talvez se decepcione. Não temos aqui um episódio frenético, cheio de ação e empolgante. Não. O que temos aqui é um episódio mais intimista, principalmente nas cenas em que vemos Kate e Sawyer tendo uma triste conversa e no flash-sideway da Kate em LA. Sobra espaço para o desenvolvimento da história da ilha, ainda que de maneira homeopática. O pessoal do templo começa a mostrar quem de fato eles são e o que eles pretendem fazer com Sayid. E como Lost é Lost, há uma interessante surpresa no final, envolvendo um personagem “desaparecido”.
Nota: 7

NA ILHA
Tudo começa com o Sayid voltando do mundo dos mortos. O que de fato aconteceu com ele? Como alguém que morre pode ressucitar dessa forma? Se você está curioso quanto a isso e espera uma resposta completa neste episódio, não vai encontrar. Pistas são deixadas, mas ainda não é o suficiente.

Sawyer está bem diferente. A morte de Juliet destruiu o rapaz psicologicamente. O ator Josh Holloway se mostra cada vez mais competente, transformando Sawyer num personagem circular. Parece que ele não tá mais nem aí para a Ilha e para os outros Losties. Quando ele fala “Claro que ele [sayid] está vivo! Ele torturou e matou crianças, merece estar vivo” percebemos toda a sua ira e revolta.

Ele, então, decide fugir do templo e vagar sozinho pela ilha. Quem vocês acham que vai atrás de Sawyer? Óbvio, a Kate.

O que ela pretende? Será que ela vai atrás do Sawyer por algum sentimento egoísta? Eu acho que ela de fato gosta dele e ainda se sentiu preocupada com a possibilidade dele se matar.

A conversa de Kate com Sawyer no pier é o melhor momento do episódio para mim. Sawyer assume a sua culpa e Kate percebe que provavelmente perdeu ele para sempre. Lost é um excelente seriado, pois além de trabalhar muito bem com ação, mistérios e reviravoltas, ele sabe criar e cuidar muito bem de seus personagens.

E quanto ao Sayid, Jack, Hurley e Miles no templo? É, aí que está o mistério. O líder dos outros finalmente revela o seu nome, é Dongen. Ele se mostra extremamente preocupado com a situação do Sayid e até pede ajuda para o Jack. Antigamente, Jack ia negar e jamais acreditaria nas palavras de Dogen. Afinal, ele é um homem da ciência. Mas algo está mudado em Jack e isso fica evidente aqui.

Segundo o japa, Sayid está infectado. Mas não é uma infecção comum. É algo mais sobrenatural. Seria Jacob? Seria o HOMEM de PRETO? Quem está tomando o corpo de Sayid?

Quase tão misterioso que isso é o surgimento de Claire no final do episódio. Parece que ela ficou na floresta por todo esse tempo e que foi “tomada” por algo ou alguén. Vamos descobrir mais sobre ela logo logo.

FLASH-SIDEWAY
Aqui temos a Kate fazendo o que sabe: fugir. Ela recebe ajuda de um desconhecido para tirar as algêmas e acaba se encontrando com Claire. Não só se encontra com ela, mas a leva a hospital pois as contrações da Claire iniciam-se.

No hospital, o obstreta que vai cuidar de Claire não é ninguém mais, ninguém menos do que Ethan. Aquele mesmo. Só que é um Ethan diferente. Ele é um médico atencioso, simpático, realmente cria uma empatia bacana com Claire.

Acho genial esa ideia da realidade paralela. Além de podermos ver o que os Losties fariam caso o avião não caisse, existem certas pistas e certos deja vu de que eles estão conectados com a outra realidade. Percebam o olhar que Kate dá para Claire no momento em que está diz que vai chamar o bebê de Aaron. Me deu arrepios.

Falando em bebê de Claire, uma coisa que eu curti muito no início da série foi a visita que Claire fez ao vidente. Lembram a preocupação que ele demonstrou para com o bebe, dizendo para ela não dar a criança para ninguém? Eis um mistério que nunca foi respondido. Por que diabos ele é tão importante? Creio que não teremos respostas para isso, infelizmente.

Então, como vocês viram a trama não avançou muito, mas adorei o episódio.

– Por B. Knott

Lost S06E01-02 LA X

Alguém conseguia imaginar um melhor retorno da série do que esse? Eu, sinceramente, não. Os produtores de Lost não cansam de nos surpreender com reviravoltas e mudanças na estrutura narrativa do seriado. Mais uma vez somos brindados com algo original e extremamente intrigante. Para quem ainda não viu o episódio e não quer ter algumas surpresas estragadas, sugiro assistir e ler esse post depois. De qualquer forma, saiba que é um excelente Season Premiere.

Lost é cheio de mistérios. Alguns já foram respondidos, outros talvez nunca sejam. O que todos queríamos saber no final da quinta temporada era se a bomba de hidrôgenio tinha funcionado. A resposta? Sim e não.

Jack, Kate, Sawyer e todos os outros queridos Losties estão no avião da oceanic, voltando de Sydney. O avião não cai, Desmond senta do lado de Jack e temos uma tomada que revela a ilha totalmente submersa, com tudo bem destruído. Eles desembarcam. O plano deu certo.

Jack, Sawyer, Kate estão na ilha depois da explosão. Tudo parece como antes. Julliet morrendo, Sayid sangrando até a morte. A diferença é que avançaram no tempo, mas o plano não deu certo.

E agora? O que é real? Qual é a realidade alternativa, se é que existe uma? Muito tem se falado que todo a sequência do LA X não passaa de uma realidade alternativa, mas acredito que as duas coisas podem estar acontecendo ao mesmo tempo, como se fosse uma dimensão paralela. Loucura, eu sei, mas quem disse que Lost não permite esse tipo de coisa?

É bacana ver os Losties fora da ilha, vivendo como se nada tivesse acontecido. Mas, se olharmos de perto, veremos algumas mudanças. Por exemplo: Jack parece um tanto diferente. Ele tem uma conversa reveladora com Locke e uma das coisas que Jack diz é: “Nada é irreversível”. Algo que não seria normal de sair da boca do antigo Jack, o homem da ciência. Hugo não é mais o cara mais azarado do mundo e sim o mais sortudo. Lock fez o seu walkabout e Shannon não voltou da Austrália com Boone.

Foi muito legal ver Boone novamente, principalmente conversando com Locke. Afinal, os dois tiveram uma ligação forte na primeira temporada. E outros personagens aparecem, como o Charlie e a Claire.

E dentro da ilha as coisas estão pegando fogo. O Homem de Preto finalmente encontrou a chance que queria para matar Jacob e o que será que isso vai acarretar? São mistérios que devem ser respondidos com a continuação dessa temporada.

Jacob aparece para o Hugo dizendo que ele tem que levar Sayid até o templo. Que templo? Uma pirâmide na qual reside um tipo de um samurai e sua trupe. Surreal, ok. O fato é que é de extrema importância que Sayid seja levado até lá e ao meu ver, é possível que Jacob reencarne no corpo de Sayid. Não seria surpresa esse tipo de coisa. O diálogo que Locke tem com Jack a respeito do corpo do pai de Jack pode ser uma pista de que reencarnação é um assunto que poderá ser abordado aqui.

Enfim, acho que flashbacks e flashforwards vão ser deixados para trás. Agora temos duas realidades e acredito que, de uma forma ou de outra, elas vão se conectar. Parece meio impossível, mas não para Lost.

Ótimo retorno e mal posso esperar pelo episódio seguinte.

Michael C. Hall

Finalmente o trabalho desse genial ator foi reconhecido. Enfim, Michael C. Hall ganha o Globo de Ouro de melhor ator por um seriado. Foi a quarta indicação seguida dele, todas pelo seriado Dexter. Ele já merecia ter ganho antes, principalmente pelo o que fez na segunda temporada. Na verdade, uma indicação e um prêmio pela sua atuação na fantástica Six Feet Under também seriam justos.

Ele foi diagnosticado com Doença de Hodgkin e está em tratamento. Há quem possa dizer que ficaram com pena do cara e deram o prêmio. Errado. Como bem lembrou o colega Louis Vidovix o fato veio a público depois das votações já terem sido encerradas.

É bacana quando dão os prêmios para a pessoa certa.

Quero muito que ele se recupere, continue fazendo de Dexter uma das grandes séries de todos os tempos e que se arrisque mais no cinema.

O cara é foda!

*** Mudando de assunto, esse blog está assumindo um compromisso de fazer uma resenha de pelo menos uma estreia da semana. Para essa semana escolhemos Premonição 4 e Um Olhar do Paraíso, que teoricamente entram em cartaz dia 22/01.

– Por B. Knott