Quando os Bravos se Calam é um filme feito para a TV que concebe cenas de batalha de boa qualidade e muita violência. Temos aqui sangue jorrando e membros decepados, tudo da maneira mais crua possível. Não há requinte estético nas sequências de ação e sim bastante realismo e visceralidade.

Mas estou me adiantando.

A trama foca em Manning, um soldado que pelo fato de conseguir ficar vivo ganha algumas promoções na hierarquia militar, responsabilidade que ele não quer. Há quem considere Manning um covarde que tenta evitar ao máximo se colocar em risco.

Manning recebe a companhia de novos recrutas e o filme transmite toda a falta de experiência desses soldados. Para o azar deles, eles estão diante de uma ofensiva que tem tudo para se tornar uma verdadeira carnificina.

Há uma cena muito bem construída que mostra esses soldados fazendo sua primeira patrulha em meio às linhas inimigas. A tensão é quase palpável e ficamos tão aflitos quanto eles. Qualquer barulhinho na floresta densa aumenta ainda mais a frequência cardíaca.

Muitas vezes, o terror psicológico de uma guerra pode afetar tanto um soldado como uma rajada de balas. Ou quase.

A batalha retratada aqui se passou na floresta Hurtgen e não é das mais lembradas pela História. Mas o fato é que ela foi extremamente brutal e teve a participação de quase 200 mil soldados.

Quando os Bravos se Calam oferece uma experiência de alto nível sobre a Segunda Guerra Mundial, com cenas de ação até certo ponto impressionantes considerando o orçamento enxuto e focando nos medos e motivações dos soldados.

Quem você seria em um conflito como esse? O soldado que fica mais atrás e não toma a iniciativa ou alguém que se arrisca pensando em seus irmãos em armas?

Manning terá várias oportunidades para descobrir quem ele realmente é.

Nota: 8