Quem acompanha o blog há alguns anos sabe que Stephen King é um dos meus escritores favoritos. Ler um livro dele é para mim sempre garantia de um grande entretenimento. E não é raro me deparar com algum material de King que rapidamente entra no meu rol de preferidos. A Zona Morta é um desses casos. Ao terminar suas 478 páginas já tive certeza que estava diante de uma obra-prima.

Caso você compre o livro aconselho a não ler a sinopse na parte de trás. Ali nos é oferecido um PUTA spoiler da história. Sério. O que é revelado ali é algo que lemos faltando cerca de 120 páginas. Bizarro.

A Zona Morta é a história de Johnny Smith, um jovem que se envolve em um acidente e fica em coma por mais de 4 anos. Ao despertar, descobre possuir poderes paranormais.

Quando Johnny encosta em algumas pessoas ou em objetos pessoais de outros ele é capaz de ter visões do futuro ou do passado.

E isso obviamente vai levá-lo a viver situações cada vez mais tensas e sinistras, culminando em um ato final que é meticulosamente construído desde o início de forma brilhante por Stephen King.

A atenção dedicada ao desenvolvimento do personagem principal é soberba. Acompanhamos Johnny Smith em momentos derradeiros de sua vida e vamos o entendendo cada vez mais. Logo, sentimos quase como se ele fosse um conhecido nosso.

Dessa forma, nos importamos com suas atitudes e passamos a temer os caminhos que ele irá percorrer. Caminhos esses que podem não ter volta.

Uma situação absurda e importante para o futuro se coloca na frente de Johnny e ele terá que refletir sobre todas as possibilidades. Nos sentimos na pele dele e também pensamos sobre o que faríamos em tais circunstâncias.

Essa não é uma experiência de terror. A Zona Morte tem bastante drama pessoal misturado a elementos paranormais e suspense. Mesmo com quase 500 páginas é uma leitura que flui bem, pois ficamos totalmente imersos na trama e queremos chegar ao final para saber se ele é tão bom como o resto.

Sim, é verdade que Stephen King várias vezes acaba errando a mão no desfecho, mas dessa vez ele encontrou uma saída que faz jus ao que vem antes. Não foi o final perfeito, mas chegou perto.