Nunca havia lido um trabalho do autor alemão W.G. Sebald e confesso Austerlitz foi um desafio literarário. Um desafio intrigante, devo dizer. Demora um tempinho até nos acostumarmos com o estilo diferente e corajoso de W.G. Sebald. Para vocês terem uma ideia, o livro todo tem uns 4 parágrafos no máximo, tem fotos enigmáticas em várias páginas e há frases bem longas, uma delas chegando a 7 páginas.

A trama mostra o narrador-personagem buscando respostas para sua própria identidade. Ele embarca em viagens para tentar desvendar o seu passado obscuro em meio a uma Europa dominada pelo nazismo. Nessa jornada, ele costuma encontrar uma pessoa específica que o ajuda a entender mais sobre si mesmo.

A leitura inicialmente complexa acaba tornando-se mais acessível. Há uma certa oralidade, reflexões, memórias, descrições pormenorizadas de edifícios e outros detalhes. Não é uma escrita rebuscada, mas exige máxima atenção. Gosto de como W.G. Sebald costuma relatar de maneira quase casual situações pesadas e dessa forma as deixa ainda mais marcantes.

Mesmo me concentrando da melhor maneira possível, não fui capaz de absorver Austerlitz em sua totalidade. Quando cheguei no desfecho pude perceber que poderia ter aproveitado mais o estilo peculiar de W.G. Sebald.

De qualquer forma, fiquei motivado a encarar a obra mais uma vez em um futuro próximo.