The Stand segue melhorando pouco a pouco. Blank Pages mantém a narrativa não-linear e nos mostra mais detalhes das jornadas de Larry Underwood, Stu Redman e Nadine Cross para chegarem em Boulder. Desta vez, Nick Andros também ganha destaque.

Mesmo sendo surdo e mudo, ele foi o escolhido pela Mãe Abagail para ser a voz dela na comunidade. Há muita coisa sobre esse rapaz que não sabemos, mas vimos que ele tem a capacidade de perdoar os outros com facilidade. Mesmo sendo surrado por um beberrão, ele não hesitou em ajudá-lo alguns dias depois. Alguém com esse tipo de personalidade pode ser essencial para um mundo que tenta se reerguer.

Blank Pages conseguiu com calma desenvolver um pouco melhor Stu, Larry e Nadine.

Stu encontrou um cara um tanto peculiar pelo caminho e degustou caviar, entre outras coisas. Nessa conversa nos é revelado que o Capitão Viajante não poupou nem os cachorros e outros animais. Tenso.

E que tal tocar violão sentado tranquilamente em um estádio de baseball vazio? Larry Underwood dá umas dedilhadas para um público de duas pessoas: Nadine e o molequinho Joe. Aliás, Joe vai lentamente revelando que tem algum tipo de sensibilidade mais exacerbada.

Quanto a Nadine, agora está claro que ela é uma enviada de Randal Flagg para espionar e aos poucos prejudicar os habitantes de Boulder. Ela consegue enganar muito bem, afinal está sempre disposta a ajudar e é extremamente simpática.

Nadine recebe uma missão de Flagg e vai precisar da ajuda de Harold para executá-la. Flagg simplesmente quer ver todos os líderes de Boulder mortos, só não sabemos como ela vai tentar fazer isso.

Tivemos um exemplo da crueldade e do poder de Flagg em Blank Pages. Um enviado de Flagg chega em Boulder se esvaindo em sangue e logo descobrimos que ele foi crucificado. De fato, uma mensagem terrível vinda de alguém claramente poderoso.

Será que Mãe Abagail possui algum tipo de poder para tentar combater esse mal?

Blank Pages foi o melhor episódio de The Stand até o momento. Ele conseguiu soar mais verossímil que os anteriores e desenvolveu alguns personagens principais de maneira eficiente. Revelações importantes foram feitas e há um cliffhanger respeitável que nos deixa com boas expectativas para o próximo episódio.

The Stand claramente está longe de ser o suprassumo da televisão, mas em meio a essa narrativa capenga e a esse mundo limpo demais para ser pós-apocalíptico, há uma história decente tomando forma.

Nota: 7.2