Apesar da minha grande decepção com o final da segunda temporada eu mantive meu interesse em Cobra Kai. Nada mais natural.

A ideia do seriado é extremamente inspirada e ele costuma nos brindar com uma mescla de nostalgia e originalidade. A primeira temporada foi praticamente perfeita e torço para que aquele brilho seja recuperado.

Aftermath tem a função de nos mostrar como as coisas estão depois da pancadaria generalizada do season finale anterior e preparar a trama principal que vem pela frente.

Johnny Lawrence está acabado. Ele não faz nada além de beber e arranjar confusão, aparentemente desejando sair de brigas com hematomas e quem sabe com uma costela quebrada. O peso na consciência dele está difícil de suportar. Ele não apenas sofre por Miguel ainda estar em coma, mas também por ter sido o seu filho Robby o responsável.

Quem também está mal por tudo o que aconteceu é Daniel Larusso. Em uma boa conversa com a filha Sam, ele revela que se sente culpado e que isso vem desde sua rixa com o Cobra Kai nos anos 1980.

Falando em Sam, ela começa o episódio sendo alvo de bullying no colégio e termina mostrando que é ela mesma que tem o poder de acabar com isso. De nada adianta esconder as cicatrizes e se remoer pelo quadro de Miguel. O que passou, passou. Agora ela precisa seguir da melhor maneira e de cabeça erguida.

Tento imaginar o que está se passando na cabeça de Robbie, que está sumido há mais de 2 semanas. Ele evoluiu muito como pessoa nas temporadas anteriores, muito pelos ensinamentos de Daniel e pela companhia de Sam. Logo ele terá que arcar com as consequências de seus atos. Não dá para fugir para sempre. Obviamente ele não queria deixar Miguel em coma, mas aconteceu.

Este episódio teve um ritmo mais calmo para nos mostrar as dinâmicas atuais e nos indicar um caminho promissor em termos de história. Se Johnny e Daniel de fato se unirem para procurar Robbie quem irá ganhar somos nós. Imaginem quantos assuntos eles poderão colocar em dia durante a busca.

Só espero que Cobra Kai não invista mais em ideias um tanto infantiloides como aquela pancadaria do final da segunda temporada. Aquilo foi muito teatral e tosco. A reunião de pais e mestres em Aftermath também seguiu nessa linha meio forçada, mas não incomodou tanto.

E como é bom ver William Zabka atuando. Ele nasceu para ser esse Johnny autodestrutivo. Se não fosse por ele, Cobra Kai não seria tão bom.

Tomara que os próximos episódios consigam corresponder as boas expectativas criadas com este início.

Nota: 7