Nunca havia imaginado que uma continuação de Karatê Kid pudesse ser tão boa. Cobra Kai foca, inicialmente, em Johhny Lawrence. Todos lembramos dele como o cara irritante que importunava o Daniel San e que foi derrotado magistralmente no campeonato de karatê.

O seriado nada mais faz do que humanizar e nos aproximar de Johhny Lawrence. Inclusive, momentos do filme são relembrados pela perspectiva de Johhny, algo que nos faz pensar duas vezes antes de condenar suas atitudes.

Mas não se enganem. Johnny mantém um estilo bruto, ríspido e politicamente incorreto que proporciona impagáveis momentos de humor. De qualquer forma, descobrimos que ele tem sim coração.

Em Cobra Kai vemos que o mundo não sorriu para Johnny. Ele tem problemas de relacionamento com o filho e está sempre no vermelho em termos de grana. Talvez reabrir o dojo seja uma ótima oportunidade. O problema é que ele só tem um aluno, o motivadíssimo Miguel.

Já as coisas com Daniel correram de maneira bem diferente. Ele se tornou um rico dono de uma loja de carros.

Inevitavelmente, os dois irão se encontrar, só nos resta descobrir em quais circunstâncias.

Cobra Kai é um seriado rápido de se assistir, com episódios de cerca de 30 minutos. E é incrível como os roteiristas conseguiram trabalhar com tantos temas interessantes em tão pouco tempo. Algumas situações foram abordadas um tanto superficialmente, mas era de se esperar dado os episódios curtos.

Diversão e nostalgia são as palavras que definem Cobra Kai, mas há também espaço para lutas bem coreografadas e momentos realmente tocantes.

Esta foi uma grata surpresa em 2018 e o bom é que vem mais coisas pela frente.

Nota: 9