Bartees Strange consegue explorar em Live Forever vários gêneros musicais sem fazer da experiência uma bagunça sonora. Muito longe disso. Com elementos de hip-hop, pós-punk e jazz, Bartees faz do seu indie rock algo eclético e não pretensioso

O músico americano começou a chamar a atenção quando lançou um EP de covers do The National no começo de 2020. E em outubro entrou na playlist de muitos que buscam uma novidade dentro do rock alternativo com o ótimo Live Forever.

Em pouco mais de 30 minutos, o álbum oferece experiências levemente melancólicas como Fallen for You e seus acordes de violão que remetem ao folk e a atmosférica Jealousy que nos convida a dialogar com o tom confessional e a honestidade das letras que virão em seguida.

Percebemos as inúmeras experiências pessoais que serviram de inspiração para as músicas do disco. É tudo muito sincero e direto, como quando Bartees diz que “é bom saber que o pessoal está por aqui, acordar foi difícil esse ano“.

Mas os grandes destaques de Live Forever são Mustang, Boomer e Flagey God, claras amostras do potencial de Bartees para conceber um som mais dançante, envolvente e cheio de energia.

Eis um artista a ser observado nos próximos anos.

Nota: 7.5

Bartees Strange – Live Forever (2020)

1 Jealousy
2 Mustang
3 Boomer
4 Kelly Rowland
5 In a Cab
6 Stone Meadows
7 Flagey God
8 Mossblerd
9 Far
10 Fallen for You
11 Ghostly