Falta menos 10 dias para a estreia de The Stand, mais uma adaptação baseada na obra de Stephen King. No Brasil o livro recebeu o nome de A Dança da Morte, mas não sabemos como o seriado irá se chamar por aqui. Aliás, não temos nem previsão de quando e onde ele poderá ser visto por nós de maneira ‘legal’.

O fato é que o livro conta a história da sociedade chegando ao fim graças a um vírus. Tal vírus se espalhou de maneira colossal, ceifando a vida de mais de 95% de toda a população mundial. E o caos toma conta de um mundo pós-apocalíptico que fica dividido entre o bem e o mal.

Soa relativamente familiar, não é?

Pois é, um seriado sobre um vírus mortal que leva o planeta Terra ao colapso vai estrear durante uma pandemia.

Não preciso nem assistir ao primeiro episódio para saber que alguns se sentirão incomodados. Haverá gente dizendo que é cedo para um seriado com essa temática e que os produtores deveriam ter adiado o lançamento para quando a situação estiver um pouco mais controlada.

Será mesmo?

Primeiro, vivemos em mundo onde a tragédia é algo recorrente. Basta ler o jornal para tomar ciência de mais um fato hediondo que aconteceu em algum lugar. The Stand é meramente uma ficção. A realidade é muito mais chocante que qualquer experiência audiovisual.

Outro ponto focando mais na pandemia. Quantos estão ainda de fato tomando os cuidados necessários em relação a transmissão do vírus? Quantos usam máscara, mantém o distanciamento, evitam reuniões e se isolam caso apresentem algum sintoma?

Infelizmente, parece ser a minoria. Então, não faz sentido reclamar de um programa de televisão sobre um vírus letal e não tomar os cuidados mais básicos enquanto se enfrenta uma pandemia no mundo real.

Espero que não impliquem com The Stand por essa questão do timing.