Durante a época de colégio sempre considerei História a minha matéria favorita. Hoje em dia, mantenho vivo esse interesse acompanhando filmes e seriados como Roma, Spartacus, Vikings e The Last Kingdom. Quando Bárbaros surgiu no catálogo Netflix me empolguei e em dois dias assisti aos 6 episódios da primeira temporada.

Minhas expectativas não eram tão grandes pois era um projeto totalmente desconhecido por mim. Além disso, a Netflix tem feito vários seriados de qualidade duvidosa ultimamente. Infelizmente, Bárbaros se junta a esse nada seleto grupo.

O seriado foca nos acontecimentos que levaram a derrocada de Roma na Batalha da Floresta de Teutoburgo, quando enfrentaram várias tribos germânicas comandadas por Armínio. Este foi um momento importante da História, pois impediu uma maior influência de Roma na região.

Para um amante do gênero é fácil perceber o potencial. É uma pena que a produção modesta e a falta de qualidade do roteiro transformaram Bárbaros em uma experiência insossa.

Há um irritante excesso de diálogos expositivos, reviravoltas previsíveis e personagens tomando atitudes infantis. É muito difícil criar empatia com alguém aqui, o que prejudica Bárbaros ainda mais.

As subtramas são genéricas e não adicionam profundidade ao todo. Aliás, falar em profundidade chega a ser um absurdo. Talvez o que mais tenha me incomodado foi a pressa de fazer as coisas rumarem para a batalha. A evolução dos acontecimentos soa artificial.

É difícil entender as motivações dos personagens para tomarem suas atitudes, o que tira quase todo o peso dramático que o seriado poderia ter. O maior exemplo disso é Armínio, um germânico que quando criança foi levado para viver com os romanos e depois retorna tal qual o filho pródigo. Parece que ele faz o que faz porque o roteiro manda e não porque há um contexto por trás disso.

E o que dizer de Thusnelda, a suposta personagem feminina forte? O que ela fez para ter influência sobre os outros da tribo? Um clichezinho dos mais irritantes.

Mas falemos da batalha. Aí Bárbaros se destaca um pouquinho. Parece que todo o investimento ficou reservado para o capítulo final. Há competentes cenas de confronto com direito a câmera lenta, chuva, fogo, sangue e uma trilha sonora envolvente. Há uma sensação de que um feito heroico estava sendo alcançado. Pode não ser nada digno dos momentos épicos de Spartacus ou Vikings, mas considerando o que vimos nos cinco episódios anteriores é algo que empolga.

De qualquer forma, não é o suficiente para fazer valer a pena encarar quase 4 horas dessa produção capenga.

Nota: 6