Boa parte dos fãs de Stephen King considera a série A Torre Negra um dos melhores trabalhos do escritor. A adaptação cinematográfica da obra era aguardada com grande expectativa, não sem motivos. Infelizmente, o resultado não poderia ter sido mais decepcionante.

Não sou dos cinéfilos mais rigorosos, mas não há como considerar A Torre Negra algo diferente de uma bomba. Sendo bem honesto, só dá para elogiar a atuação do compenetrado Idris Elba e do esforçado garoto Tom Taylor. De resto, nada se salva.

São meros 90 minutos de duração e o relógio parece não avançar. Este é um filme de ação extremamente convencional e sem imaginação. Tudo é frenético, conturbado e pouco envolvente. Somos jogados nesse universo sem qualquer preparação. Talvez os roteiristas achassem que todos já leram os livros, o que é um erro.

A nossa total falta de conexão com os personagens e com a trama afunda o filme ainda mais na lama. Tudo aqui se resume a um pistoleiro que vai tentar salvar a torre negra do título para evitar o fim do mundo. E é só isso.

Para piorar, temos um Matthew McConaughey totalmente canastrão, fazendo barulhinhos com a boca e poses teatrais para emanar os poderes do seu vilão maniqueísta. Bizarro é pouco.

Não dá para esperar todo dia um filme de ação revolucionário, é claro. Mas se você vai utilizar um material tão rico e cheio de possibilidades, espera-se um pouco de criatividade e brilho. Não há nada disso aqui. A Torre Negra desperdiça o material original de maneira patética e até revoltante.

Nota: 4.5/10