Um sargento da policia recebe a missão de ir até uma ilha afastada para investigar o desaparecimento de uma criança. Quanto mais Howie se aprofunda nos mistérios, mais inquietantes as coisas ficam.

O Homem de Palha conta com uma mistura inusitada de suspense, horror, thriller psicológico e até uma pitada inspirada de musical. Todos esses elementos são utilizados com sabedoria pelo diretor Robin Hardy para estabelecer uma atmosfera perturbadora. Assim como o personagem principal, sentimos que há algo de muito errado acontecendo.

Rituais pagãos são frequentes na ilha. Crianças cultuam a genitália masculina, mulheres nuas dançam ousadamente ao redor do fogo e o coito em público parece ser encorajado. O contraste com o puritanismo de Howie é chocante.

Há um lorde na ilha e ele parece ter tudo sobre controle. Christopher Lee cria aqui um de seus papéis mais marcantes. Há algo em sua potente voz shakespeariana que tranquiliza e apavora ao mesmo tempo.

Tudo caminha para um final apoteótico, daqueles capazes de nos abalar por um bom tempo. Creio não ser exagero chamar O Homem de Palha de obra-prima do gênero.

Nota: 9