A segurança proporcionada por uma carreira consolidada

Eu estava ansioso para um novo álbum do The Killers. Já fazia 5 anos do último lançamento e minhas expectativas estavam levemente maiores do que deveriam. Wonderful Wonderful não me empolgou inicialmente, mas, aos poucos, fui percebendo a beleza de sua segurança e coesão.

A aproximação da quarta década de vida tem sido boa para Bradon Flowers e o restante da banda. Mesmo que Wonderful Wonderful não possua nenhuma música digna de uma nota 10, este é um álbum extremamente regular que evidencia o natural amadurecimento musical do The Killers.

Com a segurança acumulada em mais de 15 anos de carreira, eles decidiram ser extremamente pessoais nas letras. Flowers falar sobre a depressão da esposa em Rut e relembra sua persona mais jovem em The Man, época em que ele achava bacana ser arrogante.

Tyson vs Douglas é o ápice tanto em termos de letras como de melodia. Esse é o Killers contando uma história cheia de nostalgia e emoção. Pena que eles investiram pouco nessa música nos shows.

Tirando a agitada e roqueira Run for Cover e a repleta de groove The Man, este é um álbum mais calmo, silencioso e poético. A falta de ousadia se revelou um acerto neste caso. É normal uma banda tirar o pé do acelerador de vez em quando. Não há nada de errado nisso.

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The Killers – Wonderful Wonderful (2017)

1. Wonderful Wonderful
2. The Man *
3. Rut
4. Life to Come *
5. Run for Cover *
6. Tyson vs Douglas *
7. Some Kind of Love
8. Out of My Mind *
9. The Calling
10. Have All The Songs Been Written?

Melhor: Tyson vs. Douglas
Pior: Have All The Songs Been Written?

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