Neste terceiro álbum o The Killers mostra ousadia ao mudar consideravelmente o seu som se compararmos com Sam’s Town. Muitos torcem o nariz para Day & Age por essa sonoridade diferente, mas para mim trata-se de um trabalho arrojado e de qualidade.

Há uma pegada dançante em vários momentos de Day & Age. O Killers trabalhou com elementos de synth pop, disco e até uma certa latinidade ao longo das dez músicas do álbum. Isso tudo sem medo de ser feliz e de soar bobo aqui e ali.

Para manter o padrão, dois singles retumbantes. Spaceman e Human viciam rapidamente e são cantadas em uníssono nos shows. Spaceman tem até um coro do tipo “o-o-o-o” no comecinho que deixa todo mundo empolgado.

Mas os destaques de verdade são Losing Touch e A Dustland Fairytale.

Losing Touch é uma introdução envolvente que nos prepara para o que vem pela frente. Há uma aura nostálgica nesta música, que conta até com um saxofone.

A Dustland Fairytale é o ponto alto do álbum. Uma prova da habilidade de Flowers pra contar uma história repleta de poesia e sentimento. A música começa tranquila e vai ganhando em atmosfera e intensidade, culminando em um fechamento épico. Essa é top 10 da carreira deles.

Day & Age pode causar um certo estranhamento para quem vem de Hot Fuss e Sam’s Town, mas é uma experiência que fica melhor após cada audição.

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The Killers – Day & Age (2008)

1. Losing Touch *
2. Human *
3. Spaceman *
4. Joyride
5. A Dustland Fairytale *
6. This is Your Life *
7. I Can’t Stay
8. Neon Tiger
9. The World We Live In
10. Goodnight, Travel Well

Ponto alto: A Dustland Fairytale
Ponto baixo: Goodnight, Travel Well

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– Um dos melhores momentos do show do The Killers no Lolla de 2013 foi quando mandaram A Dustland Fairytale:

– Deem uma olhada nesse cover que Jack Savoretti fez de Human. Uma pegada bem diferente da original: