George Orwell escreveu 1984 durante os anos 1940, época dos regimes totalitários como o nazismo e o fascismo. O autor se inspirou nesse mundo em ebulição para criar o seu próprio futuro distópico. Trata-se de um futuro que fascina e aterroriza na mesma medida.

Somos apresentados a esse mundo de 1984 através do personagem Winston. Ele é um funcionário do Partido como outro qualquer. É só mais uma peça em uma engrenagem que não quer ver o povo buscando sua individualidade ou cultivando pequenos prazeres. Livros, filmes e músicas que não exaltem o regime no poder são fortemente desencorajados. Assim como os outros, Winston faz o seu trabalho monótono, toma o seu gim sem graça, participa dos minutos de ódio e vai para casa para dar de cara com a teletela que observa todos os seus passos. Sutis reações podem ser interpretadas como um ato rebelde e isso pode ter severas consequências.

O Grande Irmão, o líder maior dessa sociedade, não quer ver ninguém refletindo sobre a própria existência. A vida deve se resumir ao trabalho e muito pouco além disso.

Para Winston, surge uma oportunidade de mudança quando ele se aproxima de Julia, outra integrante do Partido. Para os dois se encontrarem com alguma segurança só em algum lugar afastado e escondido, mesmo assim os riscos são enormes. Julia irá incentivar Winston a repensar muita coisa sobre esse sistema e talvez fazer algo a respeito.

A leitura de 1984 é intrigante do começo ao fim. Ler esta obra de Orwell nos impulsiona a pensar sobre o mundo a nossa volta. 1984 é inovador, complexo e influente até nos dias de hoje. Infelizmente, vivemos em um mundo em que mecanismos usados pelos poderosos do livro são usados de alguma forma nos nossos tempos. O material é rico e provocador, mas a escrita de Orwell é bem acessível.

Poucas distopias foram elaboradas com tanto primor como a que Orwell apresentou em 1984. Esta é uma das obras mais importantes e assustadoras da literatura mundial.