No Vale da Violência tinha potencial para ser um western razoável, mas a constante mudança do tom e a artificialidade da maioria das cenas fazem dele uma experiência esquecível. A presença da esperta cadelinha Abby nada mais é do que um artifício para esqueceremos a falta de substância do roteiro. Tudo bem que Abby e seus truques são divertidos, mas isso me pareceu algo totalmente deslocado para o gênero.

Paul está vagando pelas proximidades da cidade de Denton quando encontra problemas na forma de um irritante filho de xerife. A tensão esquenta e um ato cruel é cometido. Resta para Paul buscar vingança. Eis o filme. Já vimos inúmeros westerns com tramas tão simples como essa se tornarem obras memoráveis. Não é este o caso. Com personagens um tanto caricatos cometendo atos tolos, diálogos que tentam sem sucesso emular Tarantino e uma resolução previsível, No Vale da Violência chega a irritar em vários momentos.

Gosto quando um diretor jovem como Ti West se arrisca em um gênero diferente do seu habitual, só que para ter sucesso é preciso oferecer muito mais do que um cachorrinho simpático e um tiroteio sem graça no final.

Nota: 5/10