Crítica | Rosetta (1999)

Rosetta é uma garota de cerca de 17 anos vivendo em uma Bélgica assolada pela desigualdade social. Após perder o emprego, ela precisa travar batalhas diárias para garantir um pouco de comida, água e um teto. A mãe alcoólatra e também desempregada é mais uma preocupação e fonte de desentendimentos.

A câmera tremida dos diretores costuma investir em ângulos fechados, muitas vezes acompanhando a personagem de costas e em movimento. Essas escolhas refletem bem o estado de espírito de Rosetta, sempre a um passo de entrar em ebulição. E não poderia ser diferente, já que o desespero de não conseguir se manter é cada vez maior.

A personalidade difícil de Rosetta é mais um obstáculo, mas é difícil julgar alguém cujo futuro tem poucas possibilidades de melhorar.

O filme não oferece uma história convencional com começo, meio e fim. Trata-se mais de um retrato de uma sobrevivente vivendo à margem da sociedade, como tantos outros. Essa abordagem diferente pode fazer com que parte do público torça o nariz, o que é uma pena.

Filmado de uma maneira quase que documental, Rosetta é dolorosamente real.

Nota: 8

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