Crítica | Game of Thrones – 8×03: The Long Night

Game of Thrones – 8×03: The Long Night

A batalha contra o Rei da Noite e o exército das mortos prometia bastante. O diretor Miguel Sapochnik já havia mostrado sua qualidade com os épicos ‘Hardhome’ e ‘Battle of the Bastards’, então nossa empolgação era compreensível.

Tudo começou da melhor maneira possível: uma trilha sonora espetacular adicionando tensão a cada nota, a disposição dos soldados e os rostos temerosos de nossos personagens preferidos. Aí tivemos a primeira investida com os dothraki e suas espadas flamejantes. Ouvir os gritos cada vez mais baixos e as espadas se apagando a uma a uma foram indícios de que sobreviver a Batalha de Winterfell seria basicamente um milagre.

Infelizmente, minha empolgação foi diminuindo graças a péssima qualidade da imagem da HBO HD. Minha nossa senhora. Por alguns momentos eu achava que estava assistindo a uma fita VHS em minha antiga televisão Sanyo de 20 polegadas. Foi extremamente frustrante me sentir perdido em várias cenas. A noite foi realmente escura e cheia de terrores. Onde estava o Senhor da Luz para nos ajudar um pouco?

Ainda bem que Melissandre e os dragões conseguiram iluminar um pouco o céu de Westeros.

Quando os mortos começaram a subir pelo muro tudo melhorou. A fotografia se revelou extremamente bonita e finalmente pude entender o que ocorria. A carnifica comeu solta. Alguns personagens foram se despedindo, quase sempre após algum sacrifício pessoal. A Lady Mormont levou um gigante junto com ela, Beric ajudou Arya e Edd ajudou Sam.

The Long Night não foi ‘apenas’ ação. Ver o povo escondido mas criptas de Winterfell remeteu a uma situação parecida vivida por Cersei e sua corte no episódio Blackwater. A coitada da Sansa esteve presente nas duas. O pavor era palpável ali dentro.

A intensidade da batalha foi aumentando. É claro que tudo foi bem grandioso, com uma porrada de figurantes, dragões, mortos, gigantes e todo o resto, mas os momentos mais épicos foram reservados para os minutos finais.

Novamente a trilha sonora embalou uma sequência que ganhou contornos grandiosos. Theon! Acho que agora podemos dizer que ele conseguiu sua redenção. Ele precisava disso mais do que ninguém.

E que tal o final? Era óbvio que o Rei da Noite não iria vencer a batalha, mas por um momento tudo pareceu perdido. Nada como um bom Deus Ex Machina para resolver tudo, não é mesmo? Não há outro nome para o que aconteceu. Arya surgiu do nada, matou o vilão e todo o exército morreu em definitivo. Isso me fez lembrar do exército dos mortos resolvendo a batalha em Senhor dos Aneis.

De qualquer forma, o caminho de Arya começou a ser trilhado para isso desde quando empunhou a Agulha pela primeira vez. As lições de Syrio Forel, o tempo que passou com o Cão e o treinamento em Braavos fizeram dela a pessoa certa para evitar o fim do mundo. Que belo arco narrativo, hein?

Agora são apenas mais três episódios e tudo pode acontecer.

Nota: 9.5

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