Resenha de livro | Vidas Secas

Vidas Secas foi o quarto romance escrito por Graciliano Ramos. Publicado no ano de 1938, o livro é classificado como uma obra regionalista da segunda fase do modernismo. Escrito em terceira pessoa com uma linguagem direta e objetiva, Vidas Secas nos apresenta a uma família de retirantes nordestinos que está em busca de dias melhores.

Fabiano, Sinhá Vitória, os filhos e a cachorrinha Baleia ganham vida nas páginas de Graciliano Ramos. As situações pelas quais passa a família exemplificam a desigualdade social e o massacre do homem comum pela classe dominante. A injustiça está presente por todos os cantos deste cenário árido, quente e com poucas esperanças. Mesmo curto, o autor consegue analisar o psicológico de cada personagem, expondo o interior deles de maneira tocante. É possível ler os capítulos fora de ordem que mesmo assim tudo fará sentido. É por isso que ele é chamado de um romance desmontável.

É sempre uma experiência enriquecedora reler a obra máxima de Graciliano Ramos. A cada leitura consigo perceber coisas novas e me impressionar com este que é um dos melhores livros já publicados em terras brasileiras. Poucas vezes a crítica social soou tão forte e verdadeira.

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