Crítica | Creed II (2018)

É impressionante constatar como a história de Rocky ainda é capaz de gerar ótimas experiências. Essa seminal saga de boxe ganhou uma sobrevida com Rocky Balboa em 2006 e voltou para ficar com Creed em 2015. Fico contente em confirmar que Creed II é uma continuação extremamente competente.

Ainda que as cenas de luta não possuam a técnica apurada empregada por Ryan Coogler no filme anterior, elas conseguem transmitir toda a beleza brutal do esporte e a sua imprevisibilidade. No primeiro embate de Adonis e Viktor Drago fica claro o poder destruidor do boxeador russo. Podemos ter uma boa noção de quão pesada é a mão do filho do lendário Ivan Drago e assim tememos pelo nosso herói. Trazer a família Drago para a trama foi uma escolha mais do que acertada do roteiro, pois a luta ganha um significado ainda maior. Colabora também a louvável tentativa de humanizar os Drago. Se sobrasse um pouco mais de tempo para a dinâmica dos russos ser explorada, talvez o público ficasse indeciso na sua torcida.

A fórmula dos filmes de esporte é seguida quase que à risca em Creed II, mas isso não tira o seu brilho. Quando você vai assistir a Creed II você já espera por algumas coisas como dramas pessoais potencializados, cenas de treinamento intensas, sequências de luta que empolgam e uma trilha sonora que te deixa com vontade de virar um boxeador. A boa notícia é que isso tudo é oferecido com tanto vigor e sentimento que optamos por fazer vistas grossas aos inevitáveis deslizes do filme.

Nota: 9

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