Toda a trama de Searching é contada através da tela de um computador. Apesar de não ser uma novidade – o filme Amizade Desfeita trabalhou com essa perspectiva em 2014 -, o diretor Aneesh Chaganty foi capaz de explorar com sabedoria as possibilidades deste estilo pouco usual de se fazer cinema. No comovente prólogo, já começamos a entender a dinâmica da família Kim e a nos acostumar com a linguagem empregada. Mensagens de texto, facepalm, notícias em sites e filmagens em câmera de segurança são alguns dos meios usados em Searching para criar uma eficiente experiência de mistério e suspense. Quando sua filha de 16 anos some após uma noite de estudos, David vai ajudar a detetive Vick de todas as maneiras possíveis. Investigando a fundo os rastros digitais da filha, ele percebe que conhece ela menos do que gostaria. Searching tem um ritmo ágil e permite uma imersão completa na história. Existem reviravoltas, surpresas e momentos tocantes, principalmente graças a ótima atuação de John Cho. Há espaço também para críticas em relação a oportunistas e a anônimos acostumados a fazer maldosos comentários sobre qualquer assunto. Coisas comuns da era da internet, não é? Mesmo lendo criticas favoráveis, eu estava com um pé atrás em relação a este filme. Agora, não mais.

Nota: 8