Na Mira do Atirador possui elementos que poderiam torná-lo um bom filme. A tensa situação de estar na Guerra do Iraque sob a mira de um atirador de elite chama a atenção. Os soldados Isaac e Matthews estão em uma complicada missão que fica cada vez pior. Apenas um muro os separa do sniper. O filme acerta em transmitir o caos que toma conta de uma hora para outra. O calor, a areia, os ferimentos complicados, o rádio quebrado e um sniper habilidoso transforam a missão em um pesadelo. O problema é que se pensarmos logicamente vamos encontrar erros absurdos nas condutas dos soldados. Eles até poderiam agir assim por desespero, mas é de se esperar algo mais profissional por parte de militares. Outro aspecto que me incomodou foi a completa falta de emoção nos diálogos. As conversas entre Isaac e o iraquiano são tão vazias quanto o filme. Para mim, o terror psicológico basicamente não existiu. Mesmo com a curta duração a experiência chega a ser cansativa. Aaron Taylor-Johnson recebeu elogios pela sua atuação, mas confesso que me irritei com os gritinhos e gemidos ininterruptos dele. Para piorar, há um final tão pessimista que parece piada.

Nota: 5