Tully é mais uma parceria entre o diretor Jason Reitman e a roteirista Diablo Cody que deu certo. Contando com uma memorável atuação de Charlize Theron, o filme é um retrato nada glamouroso da maternidade.

O inspirado primeiro ato nos diverte com a rotina diária de cuidar de um recém-nascido. É fralda e choro que não acabam mais. E Marlo não poderia estar mais acabada.  Poucos filmes se preocupam em mostrar o lado complicado de se criar um filho. E além do recém-nascido, Marlo tem outro dois filhos, sendo que o garotinho tem algum problema que ainda ninguém conseguiu diagnosticar.

Uma saída para essa verdadeira batalha pode ser contratar uma babá noturna. Sim. Contratar alguém para cuidar do filho enquanto a mãe consegue algumas horas do sono.

Marlo fica relutante em um primeiro momento, mas logo ela chega no seu limite e decide ir atrás da babá.

A partir daí, Tully vai perdendo sua força.

O que era um divertido e sincero comentário sobre a maternidade, torna-se um filme não tão interessante sobre a amizade de duas mulheres com idades diferentes. Apesar de algumas boas sequências e da química entre Charlize Theron e Mackenzie Davis, é fácil notar a superioridade da primeira parte. O que me incomodou mesmo foi a reviravolta no final. Tully não precisava disso para funcionar. Houve um excesso de preciosismo por parte do roteiro, eu diria.

Ainda bem que quando Tully acerta, acerta em cheio.

Nota: 8