Os problemas na produção de Liga da Justiça se refletem no resultado final que vemos na tela. Com introduções apressadas de personagens, uma história protocolar e um dos piores vilões já vistos em adaptações de quadrinhos, temos aqui uma experiência decepcionante dentro do gênero.

O estúdio pressionou para que o filme não ultrapassasse duas horas de duração e isso impediu um melhor desenvolvimento de Aquaman, Flash, Cyborg e do vilão Steppenwolf. O caso mais grave, é claro, é do vilão. Steppenwolf nada mais é do que um ser das trevas que quer destruir tudo. Por que? Porque sim, oras. Nem mesmo o CGI dele é algo digno de nota.

Há quem elogie a participação do talentoso ator Ezra Miller como Flash, mas para mim as piadinhas de uma linha do personagem são tudo menos engraçadas. Na verdade, as considerei irritantes na maior parte do tempo. O único momento de humor do filme que funciona está no trailer.

Liga da Justiça foi uma tentativa de mudar a atmosfera carregada dos filmes anteriores da DC. O que eu acho difícil de entender é o fato de que eles já haviam acertado a mão no ótimo Mulher Maravilha e agora vacilaram feio.

A trama pedestre em nenhum momento empolga. São basicamente duas grandes cenas de ação e um monte de blá blá blá entre elas. Para piorar, o pequeno grau de tensão que havia desaparece completamente quando o Superman entra em cena.

Vamos encarar os fatos. O Universo Estendido da DC ainda tem muito o que aprender com a Marvel.

Antes que alguém me chame de fan boy da Marvel já aviso que não estou nem aí para essa disputa tosca. O que me interessa é apenas a qualidade dos filmes. E, convenhamos, os da Marvel estão bem a frente.

Nota: 5