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É fácil observar que Nascido Para Matar é dividido em duas partes. Na primeira, o ator R. Lee Ermey oferece uma metralhadora de xingamentos e humor negro ao discursar para os futuros fuzileiros navais. O sargento Hartman deve prepará-los para a guerra, algo que faz com muita intensidade. As cenas do treinamento passam voando. É digno de pena ver o soldado Pyle sofrendo nas mãos do sargento e dos outros soldados. Na segunda parte, o cenário é a guerra do Vietnã propriamente dita. Assim como no início, acompanhamos o soldado Joker (Matthew Modine). O personagem se torna um mistério tanto para os outros soldados, como para o público. Ele utiliza um símbolo da paz, ao mesmo tempo em que pinta no capacete a frase: Nascido Para Matar. Ele explica para um oficial que isso se deve a dualidade do homem, mas nunca o compreendemos realmente. Ao contrário do que muitos pensam, não considero este um filme anti-belicista. Kubrick simplesmente mostra a guerra como ela é. Claro, o final extremamente forte é um sinal de como a guerra é ruim. Pucos filmes de guerra alcançaram o estado da arte em termos estético. Este é um deles. Cada frame nos oferece uma fotografia das mais belas. Não é para menos quando se trata de Kubrick.

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