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Talvez o que mais chame a atenção em De Repente Pai é a estranha e divertida história, que poderia resultar em um grande filme se caísse nas mãos certas. No final das contas, temos uma mistura de comédia e drama que não sabe muito bem o que quer, transformando-se em uma verdadeira bagunça narrativa, mas que, apesar das forçadas de barra e da pieguice, consegue nos fazer rir e até emocionar de maneira genuína em alguns momentos.

David é o que podemos chamar de fracassado de bom coração. Ele é o motorista de qualidade duvidosa do açougue da família, está em um relacionamento de futuro incerto e possui mais de 80 mil dólares em dívidas.

Em um belo dia ele descobre que sua namorada está grávida e que ele é o pai biológico de 533 pessoas. Isso mesmo. Lá pelos anos 1990 ele vendeu o esperma para uma clínica de fertilidade e acabou gerando mais de 500 filhos! A identidade dele está protegida por um contrato, mas o fato é que esses jovens querem saber quem é o pai deles, situação que ganha contornos jurídicos, com direito a processo, julgamento e tudo o mais.

Sem revelar sua real identidade, David decide procurar alguns de seus filhos, não apenas para conhecê-los mas também para ajudá-los da maneira que for possível.

O filme força um pouco além da conta as mensagens que quer passar e também exagera na duração, mas o carisma de Vince Vaughn, a inspirada participação de Chris Patt e os boas cenas de humor permitem que tenhamos momentos agradáveis na frente da tela.
7/10