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Como é fascinante acompanhar Game of Thrones, tanto para quem leu os cinco livros como para quem ainda não teve essa experiência. A única coisa ruim é que as temporadas passam voando e esta não foi diferente.

Uma parte do público ficou um pouco frustrada com o fato de que não tivemos nada sobre Tyrion e Porto Real no episódio passado, mas agora não se pode mais reclamar disso.

Bastante coisa foi mostrada aqui e muitas tramas avançaram. Convenhamos, algumas avançaram tomando rumos bem diferentes do que pensávamos, não é mesmo?

Daenerys é tomada de surpresa quando libertos pedem para voltar a serem escravos, pois a vida agora é pior do que antes. Como se fosse pouco, ela descobre que seus dragões passaram a atacar crianças. A dolorosa solução é acorrentá-los. Drogon, o mais forte, não foi encontrado. Liberta os escravos, prende os “filhos”. Não está fácil o reinado de Mhysa.

Jon, corajosamente, conversando com Mance Ryder foi ótimo. Cada vez mais ele demonstra ser um líder nato. As coisas ficaram um pouco mais fáceis para ele com a chegada de Stannis, mas agora não há como saber o que vai acontecer. A patrulha não pode tomar partido na guerra dos tronos. Os irmãos tem decisões a fazer.

O encontro de Brienne, Arya e o Cão de Caça foi o ponto alto do episódio para mim. A luta de Brienne e o Cão foi espetacular, muito violenta e muito intensa, com um resultado imprevisível. Agora Arya mais uma vez encontra-se sozinha, cada vez mais calejada na arte de sobreviver em um mundo hostil, cada vez menos inocente. Valar Morghulis!

Bran é outro que finalmente chegou aonde supostamente deveria, não sem uma batalha que não serviu para muita coisa a não ser enrolar as coisas um pouco mais e matar mais um personagem. No cliffhanger mais interessante do episódio, recebemos a notícia de que ele jamais voltará a andar, mas irá voar. Isso mesmo! Agora, como, quando e para quê é algo que não posso nem imaginar.

E aí chegamos a esperada sequência de Tyrion. Infelizmente, como muitas coisas foram abordadas, sobrou pouco tempo para fazer com que o impacto da morte de Shae e Twyn fosse tão grande como nos livros. Tudo pareceu fácil demais, banal demais. Sorte que a espetacular atuação de Peter Dinklage elevou a qualidade das coisas.

No geral faltou emoção, ainda mais para quem já leu os livros e isso foi fatal para o episódio.

A temporada terminou e não conseguimos antever nenhum tipo de conclusão para nenhum personagem e quase nenhum aspecto da trama envolvendo a disputa pelo poder em Westeros. Quando Daenerys vai atravessar os mares? Quando os Starks vão se reunir? Qual o função que Brandon exercerá? O que o futuro reserva para Arya? O que será dos selvagens, da patrulha da noite e de Stannis? E os caminhantes brancos? E os Bolton, os Greyjoy? Quais os planos reais de Varys e Mindinho? Como ficará a situação de porto real sem o cara que realmente mandava lá dentro? Jaime e Cersei vão de fato assumir para o povo que tudo que é dito sobre eles é verdade? E Tyrion, para onde irá fugir o anão?

A quantidade de situações em aberto mostra o quão rico é Game of Thrones, mas também nos faz ter um pouco de receio. Será que os arcos narrativos serão concluídos de uma maneira que faça jus a tudo o que vimos até o momento?

Só George Martin e HBO podem responder. Seguirei confiando.
7/10