O crítico, poeta e pintor Albert Aurier, foi o primeiro a reconhecer o talento e a genialidade de Vincent Van Gogh. Ele teceu vários elogios a Vincent em um artigo publicado na Mercure de France em janeiro de 1890, cerca de 6 meses antes da morte do gênio holandês.

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Eis o que Aurier escreveu:

“uma estranha natureza, ao mesmo tempo verdadeiramente verdadeira e quase sobrenatural, uma natureza excessiva em que tudo, seres e coisas, sombras e luzes, formas e cores, se subleva, se levanta numa vontade raivosa de gritar sua própria e essencial canção, no timbre mais intenso, mais ferozmente agudo… é a matéria, a natureza inteira retorcida de maneira frenética, elevada ao paroxismo, erguida aos ápices da exacerbação; é a forma se tornando o pesadelo, a cor se tornando labaredas, lavas e pedras preciosas, a luz se fazendo incêndio, a vida febre ardente…”