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Tudo começa com Mestre Li desistindo da vida de guerreiro e doando a lendária espada Destino Verde para servir de relíquia. Pouco tempo depois, ela é roubada por uma pessoa misteriosa e extremamente habilidosa nas artes marciais. Com a perseguição que se segue, já temos uma noção do que Ang Lee quer nos transmitir durante as cenas de ação de O Tigre e o Dragão.

As lutas aqui presentes são coreografadas com rara beleza, energia e criatividade. As leis da física são deixadas de lado para que possamos ver os personagens dando enormes saltos entre telhados e até duelando em cima de bambus.

Mesmo não sendo muito elaborada, a trama não é uma mera desculpa para as cenas de ação. A história do filme se baseia em fábulas tradicionais da China e nos oferece personagens interessantes repletos de dilemas.

Pode-se dizer que um ponto importante de O Tigre e o Dragão está na tentativa de Jen Yu de se livrar dos grilhões de uma sociedade machista. Todos os momentos em que ela aparece ganham destaque, inclusive a longa sequência de um romance proibido.

Com o visual poético concebido por Ang Lee, somado a um enredo empolgante e personagens que permitem uma conexão com público, O Tigre e o Dragão é daqueles raros exemplos de cinema que funciona nos mais diversos níveis.
9/10