barbara-2012
A trama do filme se passa na Alemanha Oriental dos anos 1980. Barbara é uma médica que tentou fugir para o lado ocidental, mas que foi descoberta e enviada para o interior, tendo que viver sob constante vigilância da polícia secreta. Ela exerce a profissão em um hospital de pequeno porte, demonstrando competência no tratamento dos pacientes, porém pouca vontade para desenvolver laços de amizade com os colegas de trabalho. O aspecto de Barbara é dos mais sofridos, com um olhar fatigado e desesperançoso. Apesar disso, ela ainda alimenta o desejo de fuga, principalmente devido a motivos amorosos. Uma paciente específica vai mexer bastante com a médica, inclusive a fazendo repensar suas prioridades.  É inegável que o filme se mostra competente ao retratar aquele ambiente sem muito conforto ou regalias da Alemanha Oriental. Não é exagero dizer que somos transportados para este mundo e isso só é possível graças a competência e o cuidado do diretor Christian Petzold. A opção por deixar muitos acontecimentos implícitos exige que prestemos muita atenção nas entrelinhas, algo que é sempre bem vindo, mas que neste caso pode incomodar a alguns. Particularmente, não consegui me envolver com a história do filme e, consequentemente, nem com as angústias da personagem principal. Tudo é muito frio e distante. O semblante sempre fechado de Barbara transforma-se em uma barreira intransponível para que seja criada uma empatia verdadeira com o público. Não é difícil compreender a situação dela, mas no final das contas eu nem estava mais me importando com do destino da personagem e tenho a impressão de não ter sido o único.
7/10