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Whip Whitaker (Denzel Washington) acorda após uma noite de sexo, álcool e drogas. Para dar um upgrade em uma ressaca daquelas, Whip não hesita em cheirar mais uma carreira de cocaína. Alguns minutos depois ele pilota um avião comercial com centenas de passageiros. Uma falha mecânica faz com que Whip tenha que executar manobras arriscadas para impedir a queda, mas mesmo assim seis pessoas morrem.
Investigações revelam uma enorme quantidade de álcool no sangue de Whip e suas atitudes passam a ser questionadas.
A sequência do acidente aéreo proporciona doses altíssimas de tensão e prova que Robert Zemeckis sabe conduzir esse tipo de cena com maestria. Essa é ainda melhor do que aquela que vimos no início de O Náufrago.
De qualquer forma, o tema mais importante de O Voo é o vício, principalmente o alcoolismo e todas as suas consequências. Não é fácil assistir a Whip quase sempre tomando as piores decisões possíveis, mesmo quando sua idoneidade é colocada em cheque. Denzel Washington está ótimo no papel e torna O Voo uma difícil, mas interessante experiência. O filme proporciona diversos embates éticos e morais, afinal temos um piloto de avião voando sob a influência de álcool, mas que talvez por esse fato tenha tomado decisões arrojadas e impedido um desastre maior.
Infelizmente, o final é daqueles bem anticlimáticos e até mesmo apressado, mas no geral isso pouco atrapalha. Belo filme.
8/10