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Quentin Tarantino é um dos meus diretores preferidos, portanto as expectativas que nutro antes de seus lançamentos são enormes e talvez isso tenha atrapalhado um pouco minha experiência com Django Livre. Não que o filme seja ruim, longe disso. Investindo desta vez no gênero western e tecendo um retrato tarantinesco da história do racismo nos Estados Unidos, o diretor nos apresenta a mais uma história de vingança. Django é um escravo que ganha a liberdade graças a um alemão caçador de recompensas.  Não demora muito e os dois unem forças para caçar e matar bandidos e também para resgatar a esposa de Django, escrava no rancho do ardiloso Calvin Candie.
O grande deslize de Django Livre é a sua duração esticada. Claramente, algumas cenas não precisavam se alongar tanto. Os monólogos sempre interessantes dos filmes do diretor desta vez não impressionam tanto, mas as qualidades de Django Livre e o desempenho dos atores simplesmente não deixam as coisas ficarem cansativas.
Tarantino é um dos poucos diretores que conseguem fazer da violência puro entretenimento, algo que fica ainda mais evidente aqui. Não é todo dia que um filme de vingança com sangue jorrando de maneira abundante nos faça rir em boa parte do tempo. Isso sem falar naquela inesperada e hilária cena envolvendo a KKK.
Não é um novo Bastardos Inglórios e muito menos um novo Pulp Fiction, mas trata-se de mais uma ótima história contada pelo um dos melhores cineastas da atualidade.
7/10