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Por mais que assistir a Amor seja doloroso, trata-se de uma experiência das mais comoventes e sinceras oferecidas pelo cinema dos dias atuais. Aqui acompanhamos um casal de idosos que levava uma vida normal até a mulher sofrer um AVC. Anne perde o movimento do lado direito do corpo, mas com a ajuda do marido Georges ela consegue se adaptar a situação, ainda que obviamente fique cada vez mais abalada psicologicamente. Mesmo que aparente estar sempre cansado, Georges passa a cuidar de Anne neste momento delicado, seja dando banho, ajudando ela a fazer exercícios, comprando uma cadeira de rodas confortável e assim por diante. Infelizmente, o quadro de Anne piora e é aí que o sofrimento vai tomando conta. A atriz Emmanuella Riva tem uma atuação impressionante, transmitindo de maneira realista e contundente como é ficar nesse estado.
É inegável a presença de um forte sentimento entre os dois e isso costuma ser difícil de ser mostrado com autenticidade na telona. O ato final reserva momentos angustiantes e abertos a interpretações, algo que sempre podemos esperar de um diretor como Michael Haneke.
8/10