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Minority Report é o tipo de filme que exige um pouco mais da nossa massa cinzenta, mas que também oferece cenas de ação de alta qualidade. Não são muitos os diretores com a capacidade de conduzir um projeto ambicioso como esse, sorte que nesse caso a tarefa ficou com Steven Spielberg.
Dono de um roteiro inteligente, Minority Report nos apresenta a um futuro não tão distante, no qual os criminosos são presos antes de cometerem seus crimes. As primeiras cenas explicam esse processo sem nos deixar confusos, o que não deixa de ser um feito respeitável dada a complexidade da coisa. John Anderton (Cruise) é um dos principais policiais que utilizam essa tecnologia, mas as coisas ficam complicadas para ele quando o sistema o acusa de assassinato.
A parte de ação se concentra basicamente na fuga de Anderton, em cenas que demonstram como os efeitos especiais podem colaborar para uma história. A criatividade de Spielberg parece não ter limites aqui, por isso podemos ver perseguições com carros voadores, aranhas mecânicas que farão de tudo para identificar seus alvos e mais.
E é claro que um dos aspectos mais interessantes de Minority Report reside nas discussões éticas que ele levanta, já que, na realidade, as pessoas acabam presas sem cometer crime algum.
O filme nos reserva reviravoltas surpreendentes ao longo de suas quase duas horas e meia, sem perder o ritmo, além de possuir um final bem costurado e imprevisível. Mais um grande acerto de Spielberg.
8/10