Brazil representa o ápice criativo de Terry Gilliam. Aqui ele cria um futuro estranho e bonito de se admirar. É uma experiência visual muito rica. Tudo parece sujo, desorganizado e extremamente burocrático. As invenções tecnológicas na realidade atrapalham mais do que ajudam, algo que fica ainda pior com o excesso de papelada e dos setores delegando tarefa para outros setores. O filme é uma intrigante mistura de humor negro, críticas sociais (principalmente com a obsessão das personagens femininas pela cirurgia plástica), acontecimentos inesperados, diálogos com presença de espírito e personagens marcantes, tudo isso ambientado em um universo claramente inspirado em 1984 de George Orwell.
Não há como negar que Brazil é cheio de detalhes que fazem toda a diferença, desdes simples objetos nos cenários até a composição dos vários personagens excêntricos, como o encanador representado por Robert de Niro e o ansioso chefe interpretado pelo ótimo Ian Holm, só para citar alguns.
De qualquer forma, acredito que não há necessidade das mais de duas horas de duração. O contexto é ótimo, mas a história propriamente dita não desperta tantas emoções. É considerado por muitos como o melhor trabalho de Gilliam, no meu caso, prefiro muito mais Os 12 Macacos.
8/10