Mad Max é um dos filmes mais lucrativos já feitos. Com um pequeno orçamento de 400 mil dólares, ele acabou rendendo mais de 100 milhões nas bilheterias ao redor do mundo. Outra curiosidade, o filme levou Mel Gibson ao estrelato praticamente da noite para o dia.
A história se passa em “um futuro não muito distante”. A polícia enfrenta diariamente bandidos pelas estradas desérticas. Trata-se de uma gangue de motoqueiros que espalha o caos e rouba combustível em qualquer oportunidade que encontre.
Max Rockatansky é o destemido policial que enfrenta as situações mais difíceis. O filme começa com uma perseguição de carros cheia de adrenalina e a tarefa de capturar o bandido Nightrider recai sobre Max. A maneira como o herói é apresentado é cheia de estilo, nos dando a certeza de que ele é o cara quando o assunto é acelerar até o limite. As coisas não acabam bem para o bandido, só que a gangue decide se vingar.
Mad Max se destaca pelas cenas de ação, particularmente as perseguições de carro. É um trabalho arrojado por parte dos dublês e cheio de criatividade e precisão por conta do diretor George Miller. Poucas sequências de perseguição são tão bem realizadas como as que vemos aqui e olhe que o filme já tem mais de 30 anos. Pena que George Miller não investiu em sua melhor qualidade e acabou dirigindo filmes como Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade e Happy Feet.
Outro ponto forte é o próprio personagem interpretado por Mel Gibson. Ele passa pelas piores situações possíveis que um pai de família pode passar, algo que explica a personalidade vingativa que ele precisa assumir para seguir em frente. Quando pensamos em Mad Max o que sempre vem a cabeça são as cenas de ação, mas existem aqui ótimas momentos intimistas, que trabalham com o amor e a tragédia de uma maneira relativamente simples, mas inegavelmente tocante.
Pelo alto grau de ambição e pelas inúmeras cenas de ação de qualidade Mad Max 2: A Caçada Continua é o preferido de muitos fãs, mas eu ainda sou mais este.
9/10