*** SPOILERS PELA FRENTE!

Após esse quarto episódio eu me arrisco a dizer que The Walking Dead é a melhor serie de hoje em dia, juntamente com Breaking Bad. Isso pode soar estranho para quem imagina The Walking Dead como uma carnificina-zumbi sem conteúdo, mas a verdade é que ele é muito mais do que isso. Chama a atenção a maneira como os personagens foram desenvolvidos ao longo dessas três temporadas e impressiona ainda mais o fato de que a morte de uma personagem pouco querida consiga nos abalar tanto.
O meu episódio preferido ainda é o piloto, mas é nesse Killer Within que presenciamos as sequências mais tensas e de maior impacto emocional. A ideia de fazer uma mulher entrar em trabalho de parto em uma situação perigosa não é nova, mas não me lembro de algo tão chocante como o que vemos aqui. A ideia de Carol treinar a cesariana foi inútil. A difícil tarefa de abrir a barriga de Lori sobrou para Maggie e o pior de tudo ficou nas mãos de Carl, o garoto que virou homem em 4 episódios.
O ritmo de Killer Within é absurdo. Tudo passa muito rápido e devido a qualidade do que vemos queremos que ele dure o máximo possível. Mesmo as cenas com Andrea, Merle, Micchone e o Governador que poderiam parecer anticlimáticas comparadas com o que acontece no presídio, são bem construídas e mostram diálogos importantes entre esses quatro. Sempre fico apreensivo nas cenas em Woodbury. Não tem como não desconfiar da conversa mansa do Governador e de Merle. Quer dizer, Andrea pelo visto não liga muito para a potencial ameaça que os dois representam.
T-Dog sempre foi um especialista em fazer as coisas de maneira errada, mas nessa temporada ele estava sendo bem útil ao grupo. Pena que encontrou o seu fim nos dentes famintos de um zumbi, mas pelo menos teve tempo de tomar uma atitude altruísta e corajosa.
Apesar do episódio ser excelente do começo ao fim, o que vai ficar na memória dos fãs é a cena final, quando Rick percebe que veio o nenê, mas não a mãe e que coube a Carl não deixá-la se transformar em zumbi. Não é fácil segurar as lágrimas ao ver a reação de Rick, em uma atuação digna de louvor de Andrew Lincoln. É esse tipo de momento que faz um seriado crescer no conceito dos telespectadores e no coração dos fãs.
Sempre gostei e muito de The Walking Dead, mas ele nunca teve em mim o mesmo efeito de Lost, Six Feet Under, Friday Night Lights, Battlestar Galactica, The Wire… até agora.
9/10