Não dá para negar que Imortais bebe na fonte de 300, mas se formos comparar, é uma experiência que mostra menos brutalidade e mais beleza visual. Não que a violência seja deixada de lado. O diretor indiano Tarsem Singh nos oferece boas doses de sangue e membros decepados, só que sem exageros. O roteiro aborda Teseu de uma maneira diferente daquela que conhecemos através da mitologia grega. Quem acha que irá assistir o herói grego Teseu no labirinto do Minotauro vai se decepcionar. Aqui, Teseu deve enfrentar o maligno rei Hipérion e impedir que ele encontre o arco de Épiro, uma arma mortal. O desenrolar da história é observado pelos deuses do Olimpo e ficamos na expectativa se eles vão intervir ou não. Mesmo que o enrendo não empolgue, Imortais se sustenta graças ao requinte técnico, com sua fotografia de rara beleza e com batalhas coreografadas de maneira fluida, que ficam ainda melhores durante a câmera lenta. Não vai virar um clássico do gênero, mas é suficientemente bom para nos entreter ao longo dos seus 110 minutos.
7/10