Crítica: Delicatessen (1991)

Delicatessen é o primeiro filme de Jean-Pirret Jeunet, o cultuado diretor de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Já neste primeiro filme é possível ver algumas características que marcaram a carreira do diretor, como a criatividade e o visual original. O filme nos apresenta a um mundo pós-apocalíptico que enfrenta a escassez de vários itens importantes para a nossa sobrevivência, como a carne animal. A saída que um açougueiro tem para a situação é contratar ajudantes para matá-los e cortá-los em “apetitosos” pedaços para vender aos outros moradores do local. O que chama a atenção em Delicatessen é esse futuro nada convidativo, mas repleto de detalhes interessantes, além do humor negro. No final das contas, não há grande envolvimento com os personagens e seus dilemas. Algo que exemplifica bem isso é a cena da mulher que quer se suicidar. Simplesmente não estamos nem aí se ela vai conseguir seu intento ou não. O que Jeunet oferece em termos de requinte e criatividade visual, deixa de lado na emoção. Pelo menos aqui.
6/10

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