Baseado em um livro de H.G Wells e com roteiro escrito pelo próprio, Daqui a Cem Anos é um tanto datado para o nosso olhar do século 21, mas ele possui mensagens que ainda não deixaram de ser relevantes. O filme conta a história de uma guerra mundial de proporções gigantescas, que dura mais de 30 anos e que tem como resultado a destruição total de inúmeras cidades e a aniquilação de grande parte da raça humana, ainda mais quando uma doença contagiosa se espalha rapidamente, acabando com a vida daqueles que conseguiram sobreviver a guerra. A população mundial é reduzida pela metade e não existe mais um governo centralizado, basicamente cada grupo populacional tem suas leis e costumes. Uma organização tenta tomar as rédeas da situação, investindo em tecnologia para um dia conquistar o espaço.
Na primeira parte do filme tudo acontece de maneira ágil. O diretor William Cameron Menzies consegue transmitir a sensação de que algo importante está pra acontecer. Os prenúncios de guerra estão por toda a parte e o resultado tende a ser dos mais sombrios. Um personagem profeticamente diz que “se não acabarmos com a guerra, a guerra vai acabar com nós”. Acompanhamos a cidade de Everytown se transformando em não mais do que escombros através de efeitos especiais dignos de nota. As coisas perdem um pouco de força na segunda metade, pelo menos são colocadas no ar pertinentes reflexões sobre os benefícios e malefícios do progresso.
Não é um filme que recomendaria para todo mundo, eu que gosto do gênero achei a experiência entediante, tirando o início. Ficções futuristas feitas antes dos anos 40 dificilmente conseguem se manter eficientes, a única exceção de que me lembro é Metropolis (1927), uma eterna obra-prima.
6/10