George Lucas demonstra sua tradicional falta de tato para o romance e também exagera na duração de algumas sequências de ação. De qualquer forma, estamos diante de um filme extremamente sombrio, que completa o arco narrativo de Anakin Skywalker de maneira brilhante e trágica. Não se enganem. A história de Star Wars é a história de Darth Vader, um dos personagens mais interessantes que o cinema já produziu. George Lucas mais uma vez explora com maestria as possibilidades dos efeitos especiais, criando cenas de batalha grandiosas e empolgantes, mas o bom é que elas não são a essência de A Vingança dos Sith, algo que cabe aos seus personagens principais: Anakin, Palpatine, Obi Wan, Yoda e Padme. Ver Anakin persuadido por Palpatine para passar para o lado negro da força nos traz sentimentos opostos. Se por um lado condenamos Anakin por sua arrogância, por outro entendemos que o seu amor por Padmé é imenso, capaz de fazê-lo esquecer do que é ser um Jedi. Palpatine mostra muita inteligência ao trabalhar com o orgulho de Anakin, jogando o rapaz contra os Jedis, inclusive contra o seu mestre, Obi Wan. Todos sabemos que Anakin se transforma em Darth Vader, mas a maneira que isso acontece não deixa de surpreender. O confronto entre Anakin e Obi Wan é exatamente aquilo que todo fã poderia esperar e muito mais. Os conflitos intimistas é que fazem o filme funcionar tão bem.
Este terceiro episódio é sem dúvida o mais sério da saga e as cenas dos Jedis sendo assassinados é prova disso. Essa sequência possui uma intensidade emocional absurda, aumentada a níveis estratosféricos também graças a bela trilha sonora de John Williams. No fim, temos a certeza de que Star Wars ficou ainda mais fascinante depois dessa nova trilogia.
9/10