Baseado no livro de To Kill a Mockingbird de Harper Lee, vencedora do Pulitzer em 1961, O Sol É Para Todos retrata o racismo incrustado na sociedade americana dos anos 1930. O advogado Atticus Finch recebe a difícil e nobre tarefa de defender Tom Robinson, acusado injustamente de estuprar uma mulher branca. Apesar do clímax ser o julgamento, não se trata de um filme de tribunal. Ele é muito mais do que isso. Acompanhamos o desenrolar dos acontecimentos do ponto de vista das crianças Jem e Scout, filhos de Atticus. Vemos os dois brincando, indo à escola e fazendo aventuras perigosas até o quintal do vizinho que é considerado um monstro por todos. Um dos pontos chaves de O Sol É Para Todos é o relacionamento de Atticus com seus filhos. A quantidade de lições que ele dá para as crianças é grande e sempre de uma maneira que demonstra muito afeto e carinho, realmente os moldando para enfrentar o mundo um dia. E o mundo retratado ali não é nada convidativo para uma pessoa eticamente correta, já que o fato de defender uma pessoa de cor faz Atticus ser mal visto e até odiado por muitos. Chega a doer na alma ver alguém ser condenado injustamente, ainda mais depois de Atticus ter apresentado evidências das mais conclusivas.
Gregory Peck levou o Oscar em 1963 por este trabalho e o filme levou mais dois prêmios: roteiro adaptado e direção de arte. Só não levou outros pois concorria com o épico Lawrence da Arabia. Gosto bastante de Lawrence da Arabia, mas prefiro este. Grande clássico!
9/10