Crítica: O Vingador do Futuro (1990)

Quando se fala em Schwarzenegger é quase certo que nos venha a cabeça os filmes O Exterminador do Futuro, Predador e Conan, mas este O Vingador do Futuro é sem dúvida um dos grandes trabalhos do ator. Cresci assistindo a este filme, mas confesso que sem entender muito naquela época. Só a presença de Schwarzenegger e um monte de sangue e membros decepados me deixavam fascinado e um pouco com medo. Quinze anos depois é impressionante constatar que o filme não perdeu a força. É uma ficção-científica inteligente e com bastante ação, que vai ganhando um ritmo cada vez mais frenético a medida que se aproxima do clímax.
Douglas Quaid é obcecado pelo planeta marte, mas não possui o dinheiro necessário para fazer uma viagem até o planeta vermelho. A saída mais econômica é ir até a empresa Total Recall e comprar uma memória de uma viagem a Marte. Como um plus, ele tem a opção de ser uma pessoa diferente nessa memória e escolhe ser um agente secreto, perseguido por assassinos e que encontra uma morena “atlética” e “atirada”.  O fato é que essa ida a Total Recall o faz perceber que a sua memória tinha sido apagada e ele é realmente um agente secreto que precisa agora buscar respostas.
A história de O Vingador do Futuro é baseada em um conto do mago da ficção Philip K. Dick, chamado We Can Remember It for You Wholesale. Durante todo o filme nós ficamos tentando adivinhar se Quaid está vivendo a realidade ou um sonho, sem termos certeza absoluta. Essa dúvida é um dos pontos fortes do filme, isso sem falar nas várias cenas violentas e que beiram ao gore. Paul Verhoeven não demonstra nenhum tipo de piedade para com os personagens, que morrem de maneiras criativas e sinistras. Não existe politicamente correto aqui, permitindo que Quaid se defenda de tiros usando uma pessoa como escudo, que um ratinho indefeso receba um tiro de espingarda e que Arnold faça uma piada ofensiva contra um mutante de cara feia.
Existe um lado de sátira social, assim como Verhoeven fez em Robocop e Tropas Estelares. A diferença é que o cenário é Marte e o tempo é o futuro, mas os podres da nossa sociedade estão lá. Corrupção, terrorismo, assassinatos e muito mais.
Quanto mais nos aproximamos do desfecho mais empolgante o filme fica, sempre com bastante ação e várias revelações surpreendentes pelo caminho, além da presença de personagens dos mais grotescos de se ver. É tudo o que esperamos de uma ficção científica sem tantas pretensões, mas cheia de qualidades. BK
8/10 
 

5 comentários em “Crítica: O Vingador do Futuro (1990)”

  1. Concordo, tem muitas qualidades nesse filme, principalmente no roteiro que é bem amarrado e nos deixa com um nó na cabeça imaginando o que aconteceu ou não…

    bjs

  2. Já assisti a este filme, mas faz tanto tempo que eu precisaria revê-lo para poder relembrar tudo. Parece que vai ter um remake desse filme, né?

    1. realmente, uns dizem que não é exatamente um remake pq será baseado no conto do Philip K. Dick e não no filme, mas… vamos ver né. espero que seja no nível desse

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