A tarefa dos irmãos Wachowski de manter o nível do primeiro filme era difícil, mas isso não justifica a escolha dos diretores por investir quase que apenas na ação em Matrix Reloaded. Não dá para negar que algumas sequências são muito bem produzidas, como aquela perseguição de automóveis no meio de uma estrada. Nessa sequência todas as possibilidades do mundo de Matrix são exploradas até o limite, gerando momentos ousados com carros capotando,  personagens pulando de um carro para o outro e até Trinity dirigindo uma moto na contramão. As cenas de luta também merecem destaque. A coreografia continua inspirada, com movimentos bem fluidos de artes marciais e bastante criatividade na hora de utilizar objetos disponíveis nos cenários como armas. Outro detalhe que funciona é a própria caracterização de alguns personagens, como aqueles gêmeos estilosos e ameaçadores e também o uso de preto e óculos escuros.
A história não progride muito. Finalmente conhecemos Zion, a última cidade do mundo real e ficamos sabendo que as máquinas estão prestes a realizar um ataque de proporções épicas. Sera que Neo, o escolhido, é capaz de salvar a todos?
Matrix Reloaded  exagera um pouco nas cenas de ação gratuitas e só mostra um pouco de inteligência em momentos específicos, como na conversa entre Neo e o Arquiteto. Várias revelações são feitas ali, pena que de uma maneira um tanto confusa, deixando várias dúvidas na nossa cabeça. A esperança de esclarecimentos residia no terceiro filme da trilogia, mas poucas respostas vieram.
Claro que o filme merece reconhecimento pela parte técnica, mas chega uma hora que já estamos enjoados de tanto tiros e lutas e desejamos um roteiro no nível do primeiro filme, o que infelizmente não acontece.
6/10