Estou longe de ser fã de filmes que se concentram mais na parte técnica do que na história em si, mas Capitão Sky e o Mundo de Amanhã merece reconhecimento por inovar bastante em termos de efeitos especiais. Nada do que vemos aqui é real, a não ser os atores. Tudo é filmado diante do famoso blue screen, proporcionando momentos inspirados em termos de visual e de ação.
Apesar do filme ser dinâmico, ter momentos eficientes de humor e contar com uma ótima química entre Gwyneth Paltrow e Jude Law, chega uma hora que sentimos falta de uma boa história. É evidente que tudo não passa de uma verdadeira homenagem a certos tipos de filmes do passado, mas isso não é desculpa para um roteiro pouco criativo e que simplesmente não nos deixa nos importar com o que acontece na tela. Parece que trata-se de um jogo de video-game bem evoluído e nada mais. Por mais que os atores estejam bem não conseguimos nos conectar com os personagens. O roteiro simplesmente não nos dá essa chance. De qualquer forma, esses problemas não me impediram de me divertir enquanto assistia ao filme, que passa voando, tem boas cenas de ação e alguns diálogos que demonstram presença de espírito.
Provavelmente, ele só entrou na lista dos 100 melhores filmes de ficção-científica do Rotten Tomatoes pela inovação técnica. Até acho que merece fazer parte dela, mas nunca na frente de filmes como O Enigma de Outro Mundo, Inteligência Artificial, Starman e Primer.
7/10