Crítica: Um Método Perigoso (2011)

Os melhores momentos de Um Método Perigoso estão nas conversas entre Freud e Jung, os personagens principais deste novo trabalho de Cronenberg que nos faz mergulhar nos primeiros dias da psicanálise. Alguns diálogos estão recheados de um tom mais acadêmico, mas isso não atrapalha a nossa experiência como um todo. Infelizmente não dá para dizer o mesmo quando o assunto é o ritmo, que é um tanto irregular, sendo bem monótono de vez em quando.
Keira Knightley tem uma performance que divide opiniões, exaltada por uns e criticada por outros quase que na mesma intensidade. Para mim ela exagerou na sua caracterização, nos dando um verdadeiro exemplo do overacting. Outro pecado do filme é a falta de algum acontecimento realmente impactante, de forma que ele perde a força sobre nós assim que os créditos aparecem na tela.
O que fica de bom é mais uma boa atuação de Viggo Mortensen, um ator que claramente se entrega aos seus papéis, realizando um trabalho de pesquisa bem sério na composição de seus personagens. Se Cronenberg não foi brilhante, pelo menos ele dá um ar clássico para a história, fazendo uso de ótimos recursos de direção e fotografia para transmitir o lado emocional de Freud, Jung e Sabina.
6/10
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6 comentários em “Crítica: Um Método Perigoso (2011)”

  1. Também achei que Keira Knightley errou na dose. Quanto ao filme, é diferente, mas achei coerente com a história. Gosto do resultado final que Cronenberg atingiu com o nascimento da psicanálise.

    bjs

  2. Ultimamente venho lidando com situações de filmes que tenho medo de ver para não me decepcionar. Gosto muito do Cronenberg, mas os comentários definindo o longa como mediano já me entristece. Mas, claro que verei assim que der, pois apesar dos pesares, diretor como este sempre tem algo interessante para nos mostrar. Abraços!

    Alyson
    http://cineaocubo.blogspot.com

  3. Não gostei desse aí. Falta tesão no filme, justo nesse. Pô, Cronenberg, cadê você? O filme pode até ser condizente com os fatos e as situações reais, mas falta mais vontade em contar essa história, mais consistência para solidificar os dramas e dilemas de cada um. Acho que aquela fragmentação que perpassa bastante tempo da história contribui muito para esse distanciamento. E Keira Knightley, minha filha, pra quê esse exagero todo? Não percisava disso!!

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